BC: inadimplência tem 1ª queda desde setembro de 2008

A inadimplência média nos empréstimos com recursos livres caiu, em dezembro de 2009, pela primeira vez desde setembro de 2008, mês de estouro da crise financeira internacional. Segundo dados do Banco Central (BC), a parcela dos financiamentos com atraso superior a 90 dias caiu de 5,8% em novembro para 5,6% em dezembro. Apesar do recuo, a taxa segue em nível bastante superior ao observado um ano antes, em dezembro de 2008, quando estava em 4,4%.

FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

21 Janeiro 2010 | 11h24

Entre os segmentos, a inadimplência da pessoa jurídica recuou de 3,9% para 3,8% entre novembro e dezembro, ante 1,8% em dezembro de 2008. No crédito para famílias, a taxa caiu de 8,1% para 7,8%, de 8% há um ano antes.

Crédito habitacional

Entre os vários segmentos do crédito, os financiamentos para habitação e os empréstimos destinados ao setor público, em especial para o governo federal, foram os que mais cresceram em 2009. Dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que o crédito habitacional cresceu 2,5% em dezembro na comparação com novembro e acumulou alta de 40,6% nos 12 meses de 2009. Em dezembro do ano passado, essa carteira somava R$ 88,970 bilhões. Entre os vários segmentos das operações para o setor privado, esse foi o que apresentou o maior crescimento. No geral, a carteira de crédito habitacional do setor privado cresceu 12,7% em 2009.

No setor público, o grande destaque foi o governo federal, cujos empréstimos cresceram 253,6% em 2009 e fecharam o ano em R$ 33,017 bilhões. Em dezembro, a carteira oscilou pouco, com leve retração de 0,1% ante novembro. No total do setor público - que inclui Estados e municípios - a carteira aumentou 2,9% em dezembro e 114,4% em 2009.

Base Monetária

A base monetária, que representa a soma do papel moeda emitido com as reservas bancárias, teve expansão de 12,6% em dezembro ante novembro, no conceito de média dos saldos. Com essa evolução, o montante atingiu R$ 167,400 bilhões no último mês do ano passado. Em 12 meses, essa cifra cresceu 14,9%. No conceito de ponta, a base monetária apresentou expansão de 5,9% no mês passado ante o mês anterior e atingiu R$ 166,073 bilhões. Em 12 meses, a alta foi de 12,6%.

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