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BC: influência externa sobre inflação segue benigna

Mesmo com os sinais de retomada da atividade econômica em vários países do mundo, a influência da inflação internacional segue com desempenho favorável para o comportamento dos preços na economia brasileira. Na ata da reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje, os diretores do Banco Central (BC) afirmam que "a influência do cenário internacional sobre o comportamento da inflação doméstica segue sendo, até o momento, predominantemente benigna".

FERNANDO NAKAGAWA E FABIO GRANER, Agencia Estado

29 de outubro de 2009 | 09h46

Os membros do comitê observam que a aversão ao risco e a liquidez internacional continuam mostrando "normalização na margem". "De fato, desde a última reunião do Comitê, continuaram se acumulando sinais, ainda que sujeitos a reversão, de redução da aversão global ao risco, com impactos tanto sobre os preços de ativos brasileiros quanto sobre os de certas commodities, que vinham influenciando também as condições financeiras domésticas", destaca o documento. Os diretores do BC ressaltam, porém, que a consolidação da recuperação da economia mundial "poderá ter impacto, ainda que heterogêneo, sobre a dinâmica inflacionária global".

O Copom observou ainda que essa recuperação está, de certa forma, reproduzido os desequilíbrios observados no período anterior à crise de 2008. "A isso se soma a incerteza gerada pelos efeitos da inédita expansão da liquidez em economias maduras, tanto sobre o comportamento de preços de ativos como de commodities", ressalta a ata, ao citar os riscos relacionados à evolução do quadro internacional para a inflação no Brasil.

Riscos

A ata do Copom cita dois principais fatores de risco para a inflação no curto prazo: os mecanismos de reajuste e a evolução dos preços de matérias-primas (commodities) internacionais. De acordo com avaliação feita no documento divulgado hoje, há potencial risco gerado pelos "mecanismos de reajuste que contribuem para prolongar no tempo pressões inflacionárias observadas no passado". O mecanismo de reajuste de preço é comum em contratos que usam a inflação passada, como as tarifas públicas e aluguéis. Na avaliação do BC a evolução do preço das commodities internacionais também pode gerar pressão no mercado interno pelo fato de os valores nos vários mercados globais estarem diretamente atrelados.

Os diretores da autoridade monetária citam também outros fatores que podem exercer potencial pressão sobre os preços no médio prazo, como os efeitos "cumulativos e defasados" da "distensão das condições financeiras". Nesse aspecto, a ata destaca que houve relevante redução dos juros no primeiro semestre e o BC adotou uma série de medidas para injetar liquidez no sistema financeiro brasileiro em meio à crise financeira.

Outro aspecto de atenção no médio prazo, segundo o documento, decorre "do impulso fiscal sobre a evolução da demanda doméstica" em um cenário de aumento da demanda interna e retomada da capacidade instalada nos meios de produção. "O balanço dessas influências sobre a trajetória prospectiva da inflação será fundamental na avaliação das diferentes possibilidades que se apresentam para a política monetária".

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