BC informa Ministério Público sobre movimentação de fundos

A única resposta do Banco Central ao pedido de informações do Ministério Público, até agora, foi a divulgação da captação líquida dos Fundos de Investimento Financeiro (FIFs), dia a dia, desde 2 de janeiro deste ano até 31 de maio último. De acordo com os dados apresentados, a variação mensal do saldo líquido (depósitos menos retiradas) ocorre sempre nos últimos dias de cada mês, quando os saques superam os depósitos.Segundo a assessoria de imprensa do BC esse comportamento é cíclico, sendo que sempre no final do mês os saques são maiores, devido à necessidade de mais recursos pelas pessoas físicas e empresas, inclusive para pagamento de pessoal.Em janeiro, por exemplo, os FIFs tiveram captação líquida positiva em todos os dias úteis do mês, exceto nos dias 30 e 31. Os saques no dia 29 de janeiro superaram os depósitos em R$ 606,64 milhões, chegando a R$ 3,831 bilhões no dia 31. Em fevereiro a situação se repetiu, embora tenham ocorrido saques de menor valor nos três primeiros dias úteis do mês. Mas foi nos últimos quatro dias úteis que a captação líquida negativa chegou a R$ 3,891 bilhões.Nos meses de março e abril, também ocorreram retiradas maiores que os saques em alguns dias do início e meio de cada mês, mas a predominância ficou concentrada nos quatro últimos dias úteis. Em março a perda entre os dias 25 e 28, foi de R$ 3,038 bilhões e em abril, de R$ 4,799 bilhões. No mês de maio a captação líquida negativa dos últimos seis dias úteis alcançou R$ 4,238 bilhões. Na sexta-feira da semana passada, as perdas dos fundos com a desvalorização de suas cotas, provocada pela marcação a mercado, foi de R$ 2,405 bilhões. Além disso, os fundos verificaram uma saída líquida de recursos (resgate contra aplicações) de R$ 1,786 bilhão no mesmo dia. Na avaliação do BC, este valor de resgate está dentro do padrão normal verificado nos finais de todos os meses.

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