BC inglês argumentou sobre modesta flexibilização da política monetária, diz ata

Opção foi considerada com base na deterioração das perspectivas para o crescimento da economia

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 08h32

O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra discutiu em sua reunião de julho a opção de flexibilizar ainda mais a política para minimizar uma deterioração nas percepções de crescimento econômico, mas um de seus membros, Andrew Sentance, novamente pediu por alta do juro para dirimir as pressões inflacionárias. O juro foi mantido em recorde de baixa a 0,5% pelo 17º mês seguido em julho, por sete votos a favor e um contra, mostrou a ata divulgada nesta manhã.

Segundo a ata, houve unanimidade na decisão de não alterar o programa de flexibilização quantitativa de compra de 200 bilhões de libras em bônus do governo, ou seja, mantê-lo fechado. Mas "foram considerados argumentos em favor de uma modesta flexibilização", tendo em vista evidências de uma deterioração nas perspectivas para o crescimento no mês passado, com o risco de enfraquecimento das projeções para o médio prazo.

A libra esterlina caiu e os preços dos títulos do Tesouro britânico, os gilts, subiram, com investidores interpretando a consideração como sinal de que o banco central poderá tomar novas medidas para ampliar a liquidez da economia. "A ata de julho sugere que uma alta do juro no curto prazo ainda é improvável", disse o economista sênior para Reino Unido do Capital Economics, Vicky Redwood.

A ata também trouxe argumentos a favor de um modesto aperto na política, dizendo que a inflação "deve permanecer acima da meta por alguns meses e (que) há risco de alta nas expectativas de inflação no médio prazo". Mas a maioria concluiu que uma grande capacidade (de produção) ociosa na economia deve conduzir a inflação para dentro da meta de 2% no médio prazo, prevendo o desaparecimento do impacto de pressões temporárias de alta sobre os preços, incluindo aumento no imposto sobre as vendas pretendido para o início do próximo ano. As informações são da Dow Jones.

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