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BC inglês confirma recessão e pode voltar a cortar juro

Segundo a entidade monetária, economia britânica continuará em contração no primeiro semestre de 2009

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

12 de novembro de 2008 | 09h30

A economia do Reino Unido se contraiu 0,5% no terceiro trimestre e entrou em uma recessão no segundo semestre deste ano, afirmou o Banco da Inglaterra (BoE) em seu relatório de inflação trimestral. Segundo o documento, a economia britânica continuará em contração no primeiro semestre de 2009 e deverá começar a se recuperar no segundo semestre do próximo ano.   Veja também: Desemprego britânico é recorde e indústria européia desacelera Bolsas européias viram e caem após dado de emprego britânico EUA lançam programa para evitar execução de hipotecas De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos     Dados sobre a economia européia divulgados nesta quarta reforçaram o temor de uma grave recessão mundial. No Reino Unido, o número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou 36.500 em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992 e o nono mês consecutivo de avanço, mostraram dados do Escritório de Estatísticas Nacionais. Já a produção industrial nos 15 países da zona do euro despencou em setembro, com a variação anual mostrando o maior recuo em mais de cinco anos e meio.   O BoE disse que há uma série de visões sobre a direção da economia no Comitê de Política Monetária, com a principal incerteza sendo a fraqueza da libra esterlina. Contudo, o BoE disse que, no geral, os riscos ao crescimento e à inflação estão "amplamente balanceados".   Segundo o banco, a taxa de inflação no Reino Unido irá cair "bem abaixo" da meta de 2,0% no médio prazo, se a taxa básica de juro permanecer em 3,0%. De acordo com o BoE, há algum risco de deflação a partir do final de 2009 caso o juro não seja alterado. Contudo, a autoridade monetária disse que o risco de um período de queda de preços é relativamente pequeno.   "Na projeção central, a inflação desacelera fortemente no curto prazo, conforme as contribuições dos preços de energia e alimentos caem. Mais adiante, a inflação cai bem abaixo da meta de 2%, refletindo uma margem mais larga de capacidade ociosa e o menor impacto dos preços de importação", afirmou o BoE.   O banco central acrescentou que as perspectivas para o crescimento econômico e a inflação são "extraordinariamente incertas". Para o crescimento, o BoE projeta que a economia irá se contrair a uma taxa anual de cerca de 2% até o segundo semestre de 2009, se os juros se moverem em linha com as expectativas do mercado, que seria de uma taxa básica de 2,75% no segundo semestre do próximo ano.   No entanto, dentro da projeção central, o crescimento irá se recuperar no segundo semestre de 2009 e irá "crescer de certa forma acima da taxa média histórica" até 2011.   Juro O presidente do BoE, Mervyn King, disse nesta quarta que o Comitê de Política Monetária está preparado para cortar o juro novamente, depois da redução de 1,5 ponto porcentual na semana passada, para 3%, o menor nível desde os anos 1950. "Estamos certamente preparados para cortar esse juro novamente se for necessário", disse ele. King afirmou que o comitê cortaria os juros para "qualquer nível que for necessário para assegurar" que a inflação volte à meta.King também deu uma aprovação condicional aos planos do governo de lançar um estímulo fiscal para amortecer a desaceleração da economia. Segundo ele, um impulso fiscal é "perfeitamente razoável", mas é crucial que seja feito no contexto de um plano de médio prazo para reparar as finanças públicas. As informações são da Dow Jones.   Desemprego e queda na indústria   O dado britânico de 36.500 pedidos de auxílio-desemprego ficou levemente abaixo do esperado por economistas, que previam aumento de 40 mil pedidos. Por outro lado, o número de setembro foi revisado para alta de 36.300, ante 31.800 divulgada anteriormente. A taxa de desemprego subiu para 3% em outubro, de 2,9% no mês anterior, atingindo o maior nível desde março de 2001. O aumento ficou em linha com o esperado.   Na zona do euro, a produção industrial caiu 1,6% em setembro ante agosto e cedeu 2,4% em comparação a setembro do ano passado, segundo dados divulgados pela agência de estatísticas da União Européia. A queda de 2,4% é a maior desde fevereiro de 2002, quando recuou 3,2%.   A retração mensal foi um pouco menor do que o esperado, mas a variação anual superou o previsto. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam queda mensal de 1,8% na produção e anual de 1,3%. As informações são da agência Dow Jones.   (com Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

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