BC inglês sinaliza manter juro pelo menos até 2011

Cynthia Decloedt, da Agência Estado, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2010 | 10h20

O Banco da Inglaterra (BoE, banco central inglês) sinalizou que não apertará a política monetária pelo menos até o ano que vem, uma vez que os setores privado e públicos buscam reduzir suas dívidas e a oferta de crédito segue reduzida. No relatório trimestral de inflação, o comitê de política monetária do BoE afirmou que a inflação deve permanecer acima da meta de 2% até o terceiro trimestre de 2010.

Considerando que as taxas de juro permaneçam inalteradas e que o volume de compras de ativos também não mude, o comitê estimou também que a inflação ficará pouco abaixo da meta de 2% durante dois anos. Se as taxas de juro forem elevadas, como espera o mercado, para 1% ao ano ao final de 2010 e para 3,5% ao ano ao final de 2012, a inflação ficará bem abaixo da meta durante aproximadamente três anos, mas os riscos até lá estarão mais amplamente equilibrados, acrescentou o comitê.

O relatório diz que a recuperação econômica no Reino Unido será gradual, com o nível de produção abaixo dos níveis pré-crise até o final de 2011. O BOE observou há uma série de opiniões entre os membros do comitê em relação ao impacto de vários fatores sobre a inflação e destacou haver um grau anormal de incerteza nas previsões.

"É provável que as condições para crédito continuem restritivas, por algum tempo, e que a necessidade de fortalecer as finanças dos setores público e privado pese sobre os investimentos", disse o comitê. "Uma certa capacidade ociosa deve persistir durante um período previsível, embora sua extensão irá depender da solidez da recuperação e da evolução da oferta, para os quais as incertezas permanecem elevadas". As informações são da Dow Jones.

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