Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

BC intervém e mercados têm leve recuperação

Depois de tantos dias de pessimismo, os mercados receberam estímulos externos e apresentaram ligeira recuperação. Com a guerra sob controle, anúncios de resultados positivos puxaram as bolsas em Nova York, e o Banco Central (BC) interveio no mercado de câmbio vendendo títulos cambiais. O dólar comercial para venda caiu um pouco, fechando a R$ 2,7720. Veja abaixo os números dos mercados.Ainda que os investidores esperem colapso iminente da economia argentina novamente e derrota avassaladora do governo nas eleições legislativas de domingo, o risco país caiu um pouco hoje. (lei mais a respeito no link abaixo). No final do dia, o índice fechou em 1885 pontos, ainda o mais alto do mundo.Do lado positivo, o governo do país já prepara o decreto de renegociação da dívida interna com os fundos de pensão e bancos. Com a AFJP (Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão), a troca de títulos deve atingir cerca de US$ 3 bilhões e derrubar as taxas para algo entre 7% e 8% ao ano. Com os bancos, negociam-se também os títulos das províncias, num total de US$ 10 bilhões, a prazos mais longos e juros de 16% ao ano. O próximo passo será a aprovação do uso de impostos como garantia para os papéis do governo.O mercado ainda aposta no anúncio de um pacote econômico após as eleições. Além da troca de dívida e da adoção de salvaguardas para setores industriais argentinos, espera-se novo corte de gastos a fim de garantir o cumprimento da meta de déficit zero nas contas públicas. Mas muitos não acreditam no sucesso da estratégia do governo e alguns, até que já possa vir alguma medida mais drástica, como dolarização, desvalorização, calote da dívida e saída do ministro da Economia, Domingo Cavallo.Nos dias 16 e 17 será realizada a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para discutir a taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente em 19% ao ano. A expectativa dos mercados é que não haja alteração, a não ser que se observe um agravamento surpreendente da crise argentina ou da guerra no Afeganistão.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,7720, com queda de 0,36%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,950% ao ano, frente a 24,290% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,73%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em alta de 4,94%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 2,08%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 3,57%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2001 | 17h58

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