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BC intervém, mas dólar cai; Bolsa tem mais um dia de recorde

Rumores de mais uma captação do Brasil no mercado externo contribuíram para acentuar ainda mais a queda do dólar nesta quarta-feira, apesar das intervenções do Banco Central no mercado à vista e futuro. Esta perspectiva surgiu diante da forte queda do risco Brasil - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País - que chegou a 291 pontos-base, às 18h22. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também bateu recorde.O fato é que cresceu a expectativa de que o processo de alta das taxas de juros nos Estados Unidos está chegando ao fim. Este sinal veio da ata da última reunião do banco central norte-americano divulgada ontem. Para os países emergentes, essa sinalização significa a continuidade de entrada de capital estrangeiro que vem em busca de ganhos mais atraentes. Isso significa mais dólares no mercado interno.A moeda norte-americana fechou cotada no patamar mínimo do dia, em R$ 2,2900, com baixa de 1,76%. Este é o patamar mais baixo desde 14 de dezembro de 2005. Já o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - bateu mais um recorde nesta quarta-feira, passando dos 35 mil pontos e encerrou o dia em 35002 pontos, com alta de 1,34%.Quanto menor o risco Brasil, menor é o prêmio (taxa de juros) que os investidores pedem para aceitar o risco dos papéis brasileiros. Isso acontece também para as empresas brasileiras, o que agrega ainda mais valor às ações das companhias, já que o custo de captação cai. A entrada de recursos estrangeiros já vem sendo verificada desde o ano passado, quando a Bolsa encerrou 2005 com um saldo líquido de investimento estrangeiro de R$ 5,860 bilhões, o segundo maior desde 1994. Os negócios realizados por investidores estrangeiros lideraram a movimentação financeira mensal da Bovespa em 2005. Segundo levantamento divulgado hoje pela direção da Bolsa, em dezembro a participação do capital externo atingiu 33,16% do volume total, ante 35,10% em novembro.

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