BC já previa impacto da alta dos combustíveis na inflação

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, admitiu hoje que o reajuste no preço dos combustíveis influenciará os índices de inflação no decorrer do ano, mas ressaltou que tal impacto já era considerado pelo Banco Central. "O impacto nos preços está dentro da conta do Banco Central", disse ao chegar ao gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Centro de Convenções do Anhembi, onde acontece a 11ª Assembléia Geral da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad). "A meta de inflação tem margem e essa margem poderá absorver esse aumento de preços. A margem de inflação, aliás, foi feita exatamente para isso", complementou.Mantega justificou o reajuste da Petrobras como "necessário porque havia defasagem desde o ano passado, uma vez que não houve reajuste expressivo pela Petrobras, mas houve sim uma variação importante de preços internacionais do petróleo". Ele insistiu, entretanto, que se a cotação internacional do produto cair, a petrolífera brasileira deverá reverter o reajuste anunciado ontem. O ministro admitiu também que o reajuste de preço poderá resultar numa expansão de lucros da Petrobras, o que, por sua vez, tenderá a aumentar os dividendos recebidos pelo governo, fortalecendo a conta de superávit primário.

Agencia Estado,

15 de junho de 2004 | 12h32

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