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BC: juro cai, mas inadimplência é a maior desde 2002

A taxa de juros média das operações de crédito do sistema financeiro nacional, nas modalidades de livre destinação dos recursos, recuou de 42,4% ao ano em janeiro para 41,3% ao ano em fevereiro, segundo números divulgados hoje pelo Banco Central. Na contramão da queda dos juros, a taxa de inadimplência da pessoa física atingiu 8,3% em fevereiro, com alta de 0,1 ponto sobre janeiro e de 1,2 ponto porcentual em relação a fevereiro de 2008, o maior índice de atraso no pagamento de empréstimos desde junho de 2002 (8,34%).

FABIO GRANER, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 11h23

A taxa média de juros para pessoa jurídica (empresas) recuou de 31% para 30,8% ao ano na mesma comparação, enquanto para as pessoas físicas passou de 55,1% para 52,7% ao ano. Parte dessa queda da taxa de juros se deveu ao recuo do spread bancário - a diferença entre a taxa paga pelo banco e a cobrada do tomador final.

O spread médio geral caiu de 30,5 pontos porcentuais em janeiro para 29,7 pontos porcentuais no mês passado. O spread médio para pessoa física caiu 2,1 pontos porcentuais no mês para 41,5 pontos porcentuais, enquanto o spread para as empresas teve ligeira alta de 0,1 ponto para 18,9 pontos porcentuais. Apesar da queda nos juros e no spread médios, em ambos os casos as taxas estão acima do verificado em setembro de 2008, mês que marcou o início da fase aguda da crise financeira internacional.

A inadimplência média atingiu em fevereiro 4,8% com alta de 0,2 ponto porcentual em comparação a janeiro. Essa taxa é a mais alta desde maio de 2007, quando a inadimplência média também atingiu 4,8%. Em 12 meses, a alta na inadimplência média é de 0,4 ponto porcentual. A inadimplência no crédito para as empresas atingiu 2,3% em fevereiro, alta de 0,3 ponto sobre janeiro e também sobre fevereiro de 2008. A taxa é a maior desde setembro de 2007, quando atingiu o mesmo porcentual.

Crédito total

O estoque de crédito do sistema financeiro nacional ficou praticamente estável em fevereiro, na comparação com janeiro, com alta de apenas 0,1% e atingindo R$ 1,231 trilhão, segundo o BC. No primeiro bimestre, o crescimento é de apenas 0,3% ante o nível do estoque de crédito de dezembro. Nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, o estoque de crédito cresceu 28,3%.

O crédito total com recursos de livre destinação teve queda de 0,3% em fevereiro, ante janeiro, para R$ 868,9 bilhões, enquanto o crédito com recursos direcionados teve expansão de 1,2%, para R$ 361,9 bilhões, na mesma base comparativa. Os principais crescimentos no crédito direcionado foram verificados nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com alta de 1,3%, e no crédito habitacional, com expansão de 2,8%. No segmento livre, a principal queda ocorreu no leasing para pessoa jurídica, com recuo de 11,7% no mês. Em 12 meses, o crédito livre registra crescimento de 27,8% e o direcionado, de 29,5%.

O estoque de crédito subiu para 41,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro, de 41,5% do PIB em janeiro.

As concessões de crédito em fevereiro tiveram queda de 7,7% na comparação com janeiro. Na pessoa jurídica, as concessões acumuladas no mês tiveram queda de 7,2% e na pessoa física, de 8,4%. Em 12 meses, as concessões acumuladas registram recuo de 7,9%, com queda de 9,5% na pessoa jurídica e 5,1% na pessoa física.

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