BC: juro do crédito de bancos sobe pelo 3º mês seguido

A taxa média de juros das linhas de crédito dos bancos subiu pelo terceiro mês seguido em março, segundo o Banco Central. O juro médio dos empréstimos aumentou de 37,4% ao ano em fevereiro para 37,6% ao ano em março. No trimestre, a taxa geral aumentou 3,8 pontos porcentuais. Em 12 meses, porém, prevalece a tendência de baixa e a taxa média caiu 0,9 ponto.Em março, as diferentes linhas de crédito apresentaram comportamento oposto. Nas operações para as pessoas jurídicas, a taxa média subiu 1,7 ponto porcentual ante fevereiro, de 24,8% para 26,5% ao ano. No trimestre, o aumento acumulado é de 3,6 pontos e em 12 meses, alta de 1,1 ponto.Nas operações para as pessoas físicas, no entanto, houve redução do juro médio de 1,2 ponto em março, de 49% para 47,8% ao ano. No trimestre, porém, a tendência de alta prevalece e a taxa acumula aumento de 3,9 pontos. Em 12 meses, há redução de 2,1 pontos.DiferençaO BC também registrou a primeira queda do spread bancário (diferença entre taxa de captação e empréstimo) do ano. Na média, o spread caiu 0,6 ponto, de 26 pontos porcentuais para 25,4 pontos. No trimestre, o spread acumula aumento de 3,1 pontos e em 12 meses, há redução de 1,1 ponto.Nas operações para as empresas, o spread médio subiu 0,6 ponto em março, de 14,1 pontos para 14,7 pontos. No trimestre, houve aumento de 2,8 pontos e em 12 meses, aumento de 1,3 ponto.Nos financiamentos para as famílias, o spread médio caiu 1,6 ponto, de 36,9 pontos para 35,3 pontos. No trimestre, houve aumentou de 3,4 pontos e em 12 meses, redução de 2,7 pontos.InadimplênciaA taxa de inadimplência no crédito bancário caiu pela primeira vez no ano em março. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco Central, o porcentual de pagamentos com mais de 90 dias em atraso caiu de 4,4% para 4,1% entre fevereiro e março. A redução foi registrada nas linhas de crédito para empresas e famílias.Nas operações para pessoas jurídicas, houve redução de 2% para 1,8%. Para as pessoas físicas, queda de 7,1% para 6,8%.

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