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BC mantém juro básico em 8,75%, em linha com esperado

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juro estável nesta quarta-feira pela segunda reunião consecutiva, em 8,75 por cento ao ano.

ISABEL VERSIANI, REUTERS

21 de outubro de 2009 | 19h49

A decisão, unânime, veio em linha com expectativas de analistas do mercado. Em nota, o colegiado do Banco Central repetiu o tom do comunicado da reunião anterior, o que reforçou percepção de que a Selic permanecerá estável em dezembro, mas não forneceu pistas sobre o rumo do juro em 2010.

"Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno", avaliou.

A atual Selic contribui "para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica", segundo o comunicado.

Para Eduardo Cotrim, sócio-tesoureiro do Banco Modal, "o comunicado mostra que o BC ainda está confortável com o atual patamar dos juros", o que indica que a taxa deve ficar estável também na última reunião do ano, em dezembro.

Analistas têm argumentado que, apesar de a atividade estar em recuperação, a capacidade ociosa na economia garante que isso ocorre ainda sem pressões inflacionárias significativas.

De 23 instituições financeiras consultadas pela Reuters na semana passada, todas esperam que a Selic feche o ano estável em 8,75 por cento, que é o menor patamar histórico.

O IPCA, que mede a inflação ao consumidor, acumulou alta de 3,21 por cento de janeiro a setembro. Apesar da expectativa de uma aceleração sazonal dos preços até o final do ano, o BC e o mercado apostam que a inflação ficará abaixo do centro da meta de 4,5 por cento em 2009 e 2010.

O Copom cortou o juro básico em 5 pontos percentuais ao longo de 2009, em resposta à forte desaceleração econômica desencadeada pela crise global. A maioria dos economistas acredita que a Selic terá de voltar a subir no próximo ano, mas não há consenso de quando isso ocorrerá.

Marcelo Castello Branco, economista-chefe da BR Investimentos, afirmou que o comunicado do BC indica que o próprio Copom "não vislumbra o timing de quando o ciclo de aperto monetário deve começar".

A Confederação Nacional da Indústria afirmou em nota que a decisão do BC está "em total descompasso com realidade da indústria", que ainda sofre efeitos da crise internacional.

(Edição de Aluísio Alves)

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