André Duzek/Estadão
André Duzek/Estadão

BC mantém projeção de inflação em 3,8% e PIB de 2,6% para 2018

No relatório de inflação divulgado em dezembro, o BC esperava alta do índice oficial de inflação de 4,2% pelo cenário de mercado este ano

Lorenna Rodrigues, Idiana Tomazelli e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 09h05

BRASÍLIA - O Banco Central manteve as projeções para a inflação deste ano no cenário de mercado. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o cenário de mercado prevê um IPCA de 3,8% em 2018, a mesma projeção da mais recente ata do Comitê de Política Monetária, publicada na terça-feira. No relatório de inflação divulgado em dezembro, o BC esperava alta do índice oficial de inflação de 4,2% pelo cenário de mercado este ano.

O cenário de mercado utiliza como parâmetros as previsões dos analistas, contidas no Relatório de Mercado Focus, para a taxa de câmbio e os juros no horizonte da previsão.

O BC manteve também, no RTI, a projeção para o IPCA em 2019 de 4,1% feita na ata. No caso de 2020, o porcentual caiu de 4,1% calculado no RTI de dezembro para 4,0% no documento de hoje.

A autarquia persegue meta de inflação de 4,5% em 2017, 4,5% em 2018, 4,25% em 2019 e 4,00% em 2020. Em todos os casos, a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

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PIB. O Banco Central também manteve a expectativa de crescimento de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa é a mesma anunciada no documento de dezembro passado.

Apesar da manutenção da projeção, o BC modificou suas expectativas para os diferentes componentes do PIB. A perspectiva para a agropecuária, por exemplo, ficou menos pior, passando de -0,4% para -0,3%. Apesar do recuo em safras importantes, como milho, soja e cana-de-açúcar, o prognóstico para a colheita do café melhorou, o que contribuiu para a nova projeção.

No caso da indústria, a estimativa passou de um crescimento de 2,9% para 3,1%, com destaque para o maior dinamismo na indústria de transformação. Segundo o BC, esse setor cresceu acima do previsto no último trimestre do ano passado, o que gera um carregamento positivo para 2018. No setor de serviços, a projeção foi mantida em alta de 2,4%.

Pela ótica da demanda, o BC manteve a estimativa de crescimento do consumo das famílias em 3,0%, "em linha com a expectativa de evolução favorável da massa salarial ampliada e do crédito à pessoa física". Já no caso do consumo do governo, o porcentual projetado passou de 1,0% para 0,5%. A alteração, segundo o BC, é "consistente com o cenário fiscal corrente".

O documento de hoje indica ainda que a projeção de alta para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - indicador que mede o desempenho dos investimentos na economia - passou de 3,0% para 4,1% em 2018. A melhora está associada à trajetória favorável nos índices de confiança dos empresários, à redução do endividamento das empresas no sistema financeiro e aos efeitos do ciclo de flexibilização na política monetária, segundo o BC.

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