BC: medidas para redução dos juros

O Banco Central (BC) anunciou ontem medidas para manter o processo de redução dos juros bancários, o que deve influenciar diretamente o cotidiano dos clientes e devem ser tomadas ainda este ano. A primeira obrigará as instituições financeiras a informar mensalmente aos devedores do cheque especial o montante gasto com os juros, comparando-os a outras modalidades de crédito do próprio banco. A segunda permitirá aos clientes transferir os dados de seu histórico bancário, quando ingressarem em um novo banco, para poderem negociar juros menores. Atualmente, os bancos não levam em conta o histórico de um cliente novo, o que não permite a negociação de juros mais baixos. Para a implementação dessa medida só falta a definição de quais informações podem ser transferidas a pedido do cliente.Redução de custo e transferência de risco O BC também quer estimular a entrada de novos "fornecedores" de crédito, hoje restritos aos Certificados de Depósitos Bancários (CDB). Para tanto, o governo estuda medidas que facilitem a transformação de dívidas de clientes bancários em títulos (securitização de recebíveis) e sua posterior negociação entre fundos de investimentos e instituições financeiras. O objetivo é aumentar o volume de crédito no mercado, o que tende a baratear estes encargos.Outra medida em estudo é a introdução dos "derivativos de crédito", que permitem a um banco transferir para outra instituição financeira o risco de crédito dos clientes. Nestes casos, a segunda instituição recebe uma espécie de seguro (prêmio) pela operação e passa a ser responsável pelo risco do empréstimo. Com isso, a instituição bancária que deu o crédito se livra da possibilidade de calote e terá mais condições de emprestar com juros e spread menores (veja mais informações no link abaixo).O BC quer ainda divulgar mais a Central de Risco, que reúne informações sobre tomadores de empréstimos de todo o País, a fim de destacar seus efeitos sobre a redução dos problemas na área e conseqüente redução dos juros ao cliente. Hoje, essa Central precisa ser informada sobre todas as operações de crédito com valor acima de R$ 20 mil, com a identificação dos clientes. A partir de janeiro, este limite cairá para R$ 5 mil.

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