BC mostrou autonomia ao aumentar juros, dizem bancos

Gabriel Jorge Ferreira, presidente da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), afirmou nesta terça-feira que a alta da taxa de juro básica da economia de 18% para 21% ao ano é uma "demonstração" da autonomia do Banco Central.Segundo ele, o BC agiu de acordo com normas técnicas e "independente do calendário eleitoral". Ferreira defende que essa autonomia seja amparada por arcabouço legal e espera também mudanças na Lei das Falências, que ofereça maior garantia aos bancos na concessão de crédito.Matéria-primaO economista-chefe da Febraban, Roberto Luis Troster, observa que o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou o "custo da matéria-prima dos bancos" ao aumentar as taxas de juros. Ele considera a alta dos juros "consistente" com o objetivo de baixar as cotações do dólar emelhorar as expectativas inflacionárias.Perguntado se a elevação dos juros foisuficiente, o economista disse que é "melhor um pequeno aumento nos juros agora do que um maior em futuro próximo". Sobre o aumento das taxas de juros dos empréstimos, o economista disse que vai depender da política comercial de cada banco.Troster afirmou ainda que "quem disser que sabe o que vai acontecer daqui para a frente estámentindo ou não entende nada". Mudança de imagemO presidente da Febraban anunciou nesta terça-feira que o jornalista William Salasar é o novo superintendente de Comunicação da entidade, substituindo o também jornalista Adilson Lorente, que esteve no comando executivo da área nos últimos 18 anos.Ferreira anunciou também a formação da Comissão de Comunicação, presidida por Miguel Jorge, vice-presidente do Banco Santander Banespa e que terá como principal missão aprimorar a política de comunicação da Febraban e estreitar o relacionamento da entidade com os jornalistas.Ferreira afirmou que sua gestão está preocupada em mostrar a contribuição social e econômica dos bancos. E a iniciativa faz parte de um processo de mudança na entidade para melhorar seus canais de comunicação com seus públicos estratégicos, fazendo com que as relações com a sociedade sejam "abertas, saudáveis e agradáveis".

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