BC muda compulsório para incentivar compra de carteiras

Como bancos não estavam utilizando os recursos liberados, Banco Central criou incentivo para operações

Fabio Graner, da Agência Estado,

30 de outubro de 2008 | 18h39

O Banco Central publicou na noite desta quinta-feira, a Circular 3.417 que muda a forma de recolhimento do compulsório sobre depósitos a prazo. A mudança irá valer a partir de 14 de novembro e prevê que 30% desse compulsório deverá ser recolhido em títulos públicos e 70% em espécie. A parcela em espécie não é passível de remuneração.  Veja também:Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundoVeja os primeiros indicadores da crise financeira no BrasilLições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise   É importante lembrar que atualmente o recolhimento compulsório de depósitos a prazo é feito 100% em títulos públicos, ou seja, com remuneração. O BC já havia autorizado que 70% do compulsório sobre depósito a prazo poderiam ser liberados para a compra de carteiras. A medida anunciada nesta quinta, no entanto, mostra que os bancos não estavam utilizando os recursos, preferindo mantê-los aplicados com a remuneração dos títulos.  Ao estabelecer que 70% dos compulsórios a prazo terão de ser feitos em espécie, o BC cria um incentivo para que essas operações de compra de carteira e outros ativos efetivamente ocorram, irrigando liquidez para bancos pequenos e médios. De acordo com o BC, a medida pode direcionar R$ 28 bilhões para a compra de carteiras e outros ativos. Na mesma circular, o BC adicionou a possibilidade de aquisição de depósitos interfinanceiros (DI) de instituições financeiras não ligadas, ou seja, que não fazem parte do mesmo grupo financeiro. A alíquota de recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo é de 15%.

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