André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

BC muda metodologia do IBC-Br e confirma recessão de 0,61% em janeiro

Cálculo atualizado nesta quinta pelo Banco Central incorpora novos indicadores ao índice

Célia Froufe e Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

31 Março 2016 | 15h34

BRASÍLIA - O IBC-Br de janeiro passou de 135,85 pontos para 135,52 pontos, de acordo com a nova metodologia para o indicador que o Banco Central (BC) apresentou hoje durante o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Mesmo com a mudança de cálculo, o índice continua a apresentar queda de 0,61% na margem pela série dessazonalizada. Conforme havia adiantado o diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, as alterações metodológicas não geraram variações significativamente diferentes das anteriores.

No caso da série observada, o índice passou de 127,92 pontos para 128,43 pontos no primeiro mês do ano. Isso levou o IBC-Br a recuar 7,55% em janeiro na comparação com idêntico mês de 2015. Pela conta anterior, a baixa havia sido de 8,12%.

A metodologia atualizada hoje pelo Banco Central para o cálculo do IBC-Br incorpora novos indicadores. O BC informou que o destaque é a utilização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e a ampliação do uso da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Também passou a ser usado o aperfeiçoamento metodológico do Sistema de Contas Nacionais - Referência 2010 (SCN 2010 - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE).

O indicador continua a ser construído, de acordo com o BC, com base em proxies representativas do volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, e do volume de impostos.

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