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BC não deve intervir no câmbio

Apesar da alta do dólar nos últimos dias, não se espera uma intervenção direta do Banco Central no mercado de câmbio com venda da moeda estrangeira ou de títulos cambiais. Essa expectativa de economistas e especialistas no assunto foi reforçada nesta segunda-feira pelas declarações do presidente do BC, Armínio Fraga.Em entrevista no programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Fraga comparou o uso de papéis atrelados ao dólar e a venda de moeda ao medicamento cortisona, que não pode ser recomendado aleatoriamente aos pacientes.?A questão dos títulos cambiais é da família da intervenção, o que não se faz todo dia, o equivalente à cortisona na medicina. Você não dá cortisona para o paciente todo dia. Quando for a hora, a gente dá. Mas, em princípio, não?, afirmou, destacando ainda que, assim como a política de liquidez em geral, a administração da dívida pública e da taxa de juros faz parte do arsenal do BC.A aparente neutralidade do BC diante da escalada do dólar, na avaliação de especialistas, se justifica pelo fato de não haver uma pressão forte em função de pagamentos externos e também porque o BC conta com novo instrumento para dar proteção ao mercado: a venda de contratos de câmbio (swap cambial). Com isso, o BC consegue, pelo menos, atender uma demanda maior por proteção em função de um cenário de insegurança sem comprometer tanto a dívida pública.?A alta do dólar nos últimos dias não é problema de fluxo, mas de deterioração de expectativas?, afirma Carlos Guzzo, diretor de análise de risco de mercado do BES Investimento. Maio é o mês com menor volume de vencimentos do ano. Os setores público e privado terão que enviar ao exterior cerca de US$ 3 bilhões, equivalentes ao pagamento de juros e amortizações. Em abril, somente as empresas privadas tiveram que pagar mais de US$ 2 bilhões.Por outro lado, se as dívidas que estão vencendo lá fora neste mês não são tão altas, internamente o país tem se encarregado de produzir notícias negativas. O BC interrompeu o processo de redução dos juros. O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando uma ação que pode comprometer o ajuste fiscal, especialmente de Estados e municípios, afrouxando regras impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.Além disso, há a questão da prorrogação da CPMF, que não foi decidida e é também uma ameaça ao equilíbrio das contas públicas. As incertezas comuns de um processo eleitoral e a pressão sobre os índices de inflação completam a lista. ?Isso sem falar na Argentina e no petróleo, que ainda podem incomodar bastante?, afirma Guzzo.

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