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BC não deve usar tiro de canhão para conter inflação

Os indicadores de renda, emprego, inflação, capacidade instalada e de crédito mostram que o ritmo da atividade econômica ainda tem fôlego e as pressões sobre a inflação não cederam. Apesar de esses indicadores refletirem uma situação passada, eles balizam os cenários do Copom, que se reúne em 1 e 2 de março para definir a intensidade de correção da taxa Selic para trazer a inflação a um nível mais próximo da meta de 4,5%. O tamanho da correção da Selic, atualmente de 11,25%, não será um tiro de canhão com poder de derrubar a atividade econômica, e sim uma ação focada para manter a economia em ritmo de expansão de 4,5% sem pressão inflacionária.

Beatriz Abreu, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 00h00

Essa é a linha de raciocínio de economistas do governo, segundo a qual o Banco Central não sugeriu, até o momento, uma mudança nas avaliações que prevaleceram na reunião do Copom de janeiro. Naquela época, chegou-se a considerar uma alta da Selic de 0,75 ponto, mas prevaleceu o entendimento de que a correção em 0,5 ponto porcentual era mais recomendável porque ainda não foi concluído o período de impacto do aumento da Selic em 2010. Além disso, prevalecia a referência de que um salto de 2 pontos seria suficiente para impedir que a alta dos preços superasse o teto da meta, ou seja, os 6,5%. O IPCA do ano passado mostrou alta de 5,91% na inflação oficial e a economia um crescimento de 7,8%, segundo estimativas técnicas.

O que tem prevalecido na comunicação do Banco Central com o mercado é a adoção de nova alta de 0,5 ponto da Selic este mês. A opção seria por ajuste de mais longo prazo, permitindo equilibrar a atividade econômica e, ao mesmo tempo, manter a inflação sob controle.

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