BC não divulga preço mínimo da Copene

O Banco Central (BC) resolveu não divulgar o preço mínimo de venda das ações da Copene pertencentes aos grupos Conepar (ex-banco Econômico), Odebrecht, Mariani e Suzano. O objetivo é potencializar ao máximo o valor de alienações dos papéis que representam mais de 70% das ações ordinárias da Copene. "Como o número de interessados é pequeno, a divulgação de um preço mínimo poderia fazer com que o valor de venda final ficasse muito próximo ou igual ao mínimo", disse uma fonte da área econômica do governo envolvida nas discussões sobre a venda das ações.O preço mínimo, no entanto, existirá e será estritamente observado pelo BC. Os participantes do leilão, entretanto, poderão acessar o data-room da Copene. "Cada um fará a sua conta e apresentará sua proposta. Pode até surgir um valor de consenso, mas a partir das avaliações de cada um dos participantes e não de um preço mínimo fixado pelo BC", disse a fonte. A idéia é que a venda das ações da Copene seja efetivada até o final de novembro. O último entrave à venda das ações da Copene caiu, de acordo com a fonte, depois da decisão do grupo Suzano de também colocar em leilão os 21,73% de ações ordinárias da Copene que estão em seu poder.Sem a venda das ações da Suzano, o comprador dos 55,78% de ações ordinárias (ON, com direito a voto) pertencentes ao Conepar, Odebrecht e Mariani poderia não assumir o controle devido ao acordo de acionistas que rege o polo petroquímico da Bahia. Nesta hipótese, o comprador das ações viria a ficar com menos de 50% das ações ordinárias e não poderia, em conseqüência, assumir o controle da Copene. O processo de venda das ações da Copene se iniciará com a publicação em alguns jornais de um aviso de edital a ser feito pela holding do grupo Econômico. A intenção do BC é que isto ocorra ainda nesta semana. Com base nesta publicação, os interessados em participar do leilão poderão adquirir o edital e, num segundo momento, começar a acessar a sala de dados da Copene. "Nesse caso, o BC não tem a obrigação de publicar o edital detalhado como fez no caso do Banespa, pois o Econômico está sob liquidação extrajudicial e não é controlado pelo governo", disse uma fonte da área econômica do governo.

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