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BC não entende críticas com as "coisas melhorando"

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, defendeu hoje o sistema de câmbio flutuante, disse que há sinais de queda da inflação e evitou comentar se os juros vão cair na próxima reunião do Comitê de Política Monetária. "Eu estava acostumado a sofrer críticas quando as coisas estavam piorando. Mas agora, as coisas estão melhorando e as críticas continuam", disse em palestra no Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef), no Rio de Janeiro.Goldfajn, que já ocupa o cargo deste a gestão do ex-presidente do BC, Armínio Fraga, não quis se comprometer em sobre qual seria o valor do "câmbio ideal". "O nosso compromisso é com a meta de inflação. E sabemos que no longo prazo ninguém controla o câmbio real", afirmou. Ele lembrou que no ano passado o Banco Central atuou no câmbio, "mas foi em situações extremas".Goldfajn disse que o BC não tem metas de juros reais, mas observou que há uma tendência de queda da inflação que ele acredita ser consistente. Ele afirmou que a inflação medida pelo IPCA poderá ficar em 8,5% em 2003, e 5,5% no final de 2004. "No Brasil, somos muito impacientes, e ficamos olhando para a inflação mensal".O diretor do BC disse já "há sinais claros" de queda nos índices de preços, embora em "ritmo lento". "Nós acreditamos que há todas as condições para que os índices de preços continuem se reduzindo nos próximos meses. Eu não vejo nenhum fator estrutural que impeça esta queda", disse.Em entrevista após a palestra, o diretor do BC evitou falar sobre as tendências de taxas de juros. "A nossa preocupação é com a inflação", limitou-se a dizer.

Agencia Estado,

09 de maio de 2003 | 15h12

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