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BC nega problemas de caixa em renda fixa

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, disse à Agência Estado que não houve nenhum problema de caixa nos fundos de investimento de renda fixa obrigados a fazer a marcação a mercado, desde a última sexta-feira. "Não houve problema nenhum. O mercado operou tranqüilamente". Figueiredo também voltou a enfatizar que a decisão de antecipar a marcação a mercado - obrigando os fundos a cotar as aplicações pelo valor de mercado dos papéis - visou a proteger os pequenos investidores. "Quisemos evitar que o pequeno investidor se visse obrigado a arcar com o prejuízo dele próprio e o do investidor mais informado, que saiu do fundo por saber que a cota iria se desvalorizar em função da marcação a mercado", disse. Ele também afirmou que os fundos não tiveram prejuízo. "O que houve foi que a cota do fundo passou a refletir o valor real dos ativos do fundo", explicou. Ele informou ainda que o BC estudou a possibilidade de prorrogar o prazo final de enquadramento, de 30 de setembro para uma data mais à frente. "Mas vimos que não ia adiantar. O problema iria persistir e os pequenos investidores iriam perder", disse. Figueiredo também negou que a decisão de antecipar a entrada em vigor da nova regra tenha sido tomada de forma improvisada. "Não tem nada disso. Essa foi uma medida muito estudada por nós", disse. Ele também falou que seria praticamente impossível exigir que os fundos fizessem uma migração para a nova forma de marcação de maneira proporcional. "Na prática não tem como fazer isso. É por isso que aconteceu que alguns fundos se adaptaram mais rapidamente que outros à nova regra. A nossa idéia inicial era de que esse ajuste iria ocorrer uniformemente. Mas vimos que isso não aconteceu", disse. Moody?sLuiz Fernando Figueiredo disse que a decisão da Moody´s de rebaixar a perspectiva do Brasil tende a aumentar o nervosismo no contexto atual. "Isso é natural. Quando o mercado está muito otimista, por exemplo, uma notícia negativa às vezes nem é percebida, mas num cenário negativo uma notícia negativa tende a aumentar o nervosismo", disse o diretor do BC. Ele explicou também que o encurtamento do prazo da dívida pública não pode ser interpretado como problema, como foi feito pela Moody´s. Ele explicou que o BC e o Tesouro Nacional estão simplesmente consertando papéis com vencimento num período de baixo volume de vencimentos. "Nós atuamos no passado tendo como objetivo deixar um volume pequeno de vencimentos no período entre o segundo semestre deste ano de 2002 e o primeiro trimestre de 2003, porque sabíamos que esse seria um período de transição que normalmente é difícil. É aquela coisa, nós agimos na bonança para enfrentar a turbulência", disse Figueiredo. Ele também afirmou que esta política não será suficiente para anular o esforço feito pelo governo para alongar o prazo da dívida pública. "Em 1999 o prazo de vencimento da dívida era de 14 a 18 meses e hoje é superior a 35 meses, e o volume de vencimento ao longo dos próximos 12 meses representa apenas 25% da dívida", disse Figueiredo.

Agencia Estado,

05 de junho de 2002 | 14h54

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