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BC: novo sistema de câmbio faz parte de modernização

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, afirmou hoje que o novo sistema de câmbio, que está em operação desde outubro, faz parte da ação do BC para modernização e racionalização operacional na área de câmbio. Com o novo sistema, que funciona pela forma de mensagens e não de telas do Sisbacen, deve inclusive ocorrer redução dos custos dos agentes que atuam com operações de câmbio no Brasil. O novo sistema de câmbio vale por enquanto para o mercado primário, disse o diretor.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

28 de outubro de 2011 | 11h11

Mendes também afirmou que o novo sistema de câmbio vale por enquanto para o mercado primário e deve ser estendido ao mercado interbancário num momento posterior. Ele ressaltou que dentro da estratégia do BC para aperfeiçoar a área de câmbio é fundamental a continuidade da atuação da instituição oficial para o ataque frontal à lavagem de dinheiro. "O Banco Central não abre mão de preservar o combate à lavagem de dinheiro, pois é importante para a modernização do segmento de câmbio", disse.

Segundo o diretor da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf) do BC, Sidnei Correa Marques, o novo sistema é fundamental para combater a lavagem de dinheiro e o terrorismo. Marques também participa do evento realizado hoje pelo BC na sede da Abimaq, em São Paulo.

Evento

Um fato curioso é que o evento que trata de questões relativas a transações envolvendo o mercado de câmbio está sendo realizado pelo Banco Central na sede da Abimaq, uma das entidades empresariais que mais criticam a valorização do real ante o dólar nos últimos anos. Logo na entrada do prédio, o banner promocional do BC sobre o encontro está ao lado de outro banner com o título "Chegou a hora de baixar os juros."

A frase é relativa ao manifesto promovido por instituições que representam empresários e trabalhadores, como Fiesp, Abimaq, CUT e Força Sindical, que foi lançado em São Paulo recentemente em defesa da posição do Copom, que decidiu realizar uma inflexão na política monetária no dia 31 de agosto.

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