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BC pode autorizar em 2 ou 3 meses consórcio de serviços

O sistema de consórcio poderá receber, em dois ou três meses, autorização do Banco Central para atuar no segmento de serviços, incluindo as áreas educacional, médica e odontológica. A sinalização foi feita pelo diretor de normas do Banco Central, Sergio Darcy, que participou do encerramento de um congresso no mês passado organizado pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC).A reivindicação foi feita há anos por empresas do setor, que aguardam agora a liberação do órgão, responsável pela normatização e fiscalização da atividade. No Brasil, os consórcios são autorizados apenas a operar com bens e, desde 1997, com pacotes turísticos. Diante da estagnação das vendas por este sistema, com exceção do segmento de imóveis que ainda está em expansão, a novidade pode ajudar as empresas a diversificar sua atuação.A finalidade dos consórcios de serviços é viabilizar, por exemplo, cursos de doutorado, MBA, tratamentos dentários, cirurgias corretivas e até estéticas. Segundo a presidente da ABAC, Consuelo Amorim, as vantagens sobre a poupança tradicional são as usuais do sistema: a possibilidade de ser sorteado antes do fim do prazo e de fazer um lance para retirar o crédito.Até hoje o Banco Central resistiu ao pleito em razão da dificuldade de garantia, que nos consórcios atuais é o próprio bem. No caso de serviços, a garantia poderia ser uma nota promissória, conforme propôs a ABAC. A exemplo do consórcio de bens, esta modalidade de aquisição é destinada a um grupo específico de consumidores. São aqueles que não precisam ou não querem o serviço imediatamente ou ainda os que preferem fazer um planejamento.DicasDe qualquer forma, caso esta modalidade de consórcio siga as mesmas características dos consórcio de bens, o consumidor arca com alguns custos. São eles: a taxa de administração, a taxa de adesão, o fundo de reserva e seguro. Além disso, é importante lembrar que consórcio não é crédito. Acontece que uma operação de crédito exige que o beneficiário comece a usufruir imediatamente desta operação, seja pegando dinheiro vivo, para gastar em algo que queira, seja na compra de um bem ou serviço a prazo. A pessoa está antecipando o usufruto de um bem ou serviço, e em troca paga uma taxa de juros. No consórcio, a operação é diferente. Uma administradora reúne pessoas que tenham objetivos semelhantes, como comprar um carro. Estas pessoas contribuem mensalmente para um fundo que é usado para comprar o bem para um ou mais consorciados naquele período. Assim, aos poucos, todos vão recebendo seu bem. O detalhe é que o consorciado pode receber este bem no primeiro mês ou no último, sendo que começou a pagar junto com todos.Veja mais informações sobre consórcio no link abaixo.

Agencia Estado,

13 de abril de 2004 | 12h40

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