Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

BC poderá intensificar compra de dólares, sinaliza Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, sinalizou hoje que o Banco Central poderá intensificar sua estratégia de aquisição de dólares para elevar as reservas internacionais e melhorar o perfil da dívida pública. Em entrevista coletiva à imprensa durante encontro do G7, Palocci disse que a valorização do real ante o dólar está sendo causada pela melhora dos fundamentos da economia brasileira, razão que qualificou como "saudável".Além disso, a queda do dólar no Brasil estaria acompanhando um movimento de ajuste internacional do câmbio. "Diante disso, não há ação do BC brasileiro capaz de fazer alguma modificação", disse o ministro. "Seria ilusório de nossa parte achar que a mobilização de alguns milhões que fazemos para construir nossas reservas possa modificar a circulação de trilhões de dólares no mundo", observou.Segundo ele, numa situação dessa, uma ação do BC pode ser feita para melhorar as reservas e o perfil da dívida do País. Palocci está se referindo às atuações da autoridade monetária no mercado de dólar.Não há meta para dólarPalocci reiterou que todas as vezes que o Banco Central compra dólares no mercado à vista, o objetivo é melhorar o perfil da dívida brasileira e não estabelecer um piso ou teto para a cotação da moeda americana. "Vamos manter a linha de câmbio flutuante. Câmbio flutuante é o melhor para o País", disse.Segundo o ministro, no ano passado, houve um temor de que a valorização do real tivesse efeito negativo sobre as exportações brasileiras nesse início de 2005. Ele observou, no entanto, que o resultado da balança comercial em janeiro deste ano "foi muito razoável" e superou o do mesmo período de 2004.Política monetáriaPalocci voltou a defender a política monetária do Banco Central. "A inflação é um veneno para o crescimento", disse. "O BC está fazendo o melhor para o País", declarou. Palocci também voltou a afirmar que ainda não há nenhuma decisão do governo brasileiro sobre uma renovação do acordo com o FMI. "Vamos conversar com o FMI sobre isso em março".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.