BC prevê alta de 4% no consumo das famílias em 2012

Diretor de Política Econômica BC destacou que o consumo das famílias vem se expandindo a taxas mais moderadas 

Eduardo Rodrigues e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2011 | 12h26

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) prevê um crescimento de 4% no consumo das famílias em 2012, de acordo com o Relatório de Inflação do quarto trimestre divulgado nesta quinta-feira, 22. Para 2011, a projeção caiu de 4,5% para 4,1%. Já o consumo do governo deve crescer 3,2% no próximo ano, bem acima da nova estimativa de 2% para 2011 (a anterior era de 2,1%).

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, destacou que o consumo das famílias vem se expandindo a taxas mais moderadas. "Isso se explica por uma confiança do consumidor elevada. Desde julho de 2009, temos níveis de confiança acima da média", disse.

Segundo ele, as perspectivas são favoráveis para o consumo da família, confiança do consumidor, expansão do crédito, transferências governamentais e mercado de trabalho.

Ele admitiu que o aumento dos investimentos está "em moderação", mas as perspectivas são favoráveis. "É essencial que haja investimento. A oferta de crédito externo e doméstico para as pessoas jurídicas tem tendência de alta", afirmou.

Investimento

A previsão para a formação bruta de capital fixo em 2012 é de 5%. Para este ano, a projeção caiu de 5,6% para 5,1%. O BC elevou de 2,1% para 2,9% a previsão de alta do PIB agrícola em 2011, e projetou um crescimento de 2,5% no setor em 2012. Para o PIB industrial, a previsão de 2011 recuou de 2,3% para 2%. Para 2012, a estimativa para o setor é de 3,7%.

Já a previsão para o PIB de serviços em 2011 caiu de 3,5% para 2,9%, enquanto a previsão para 2012 foi de 3,3%. Segundo a autoridade monetária, a queda na perspectiva para o crescimento do setor de serviços reflete impacto da menor produção industrial. O documento também prevê um recuo da dívida líquida para 36,9% do PIB em 2011, chegando a 35,7% em 2012 e 26,1% em 2016.

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