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BC prevê aumento 'cauteloso' do crédito em 2012

Pelos cálculos do Banco Central, concessão de empréstimos deve crescer 15% no próximo ano, pouco menos que a taxa esperada para este ano, de 17.5%

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2011 | 03h06

O Banco Central acredita que haverá uma "retomada cautelosa" na concessão de empréstimos no próximo ano e uma acomodação na taxa de calote dos financiamentos. Pelos cálculos do BC, o mercado de crédito brasileiro deve crescer 15% em 2012, um pouco abaixo da taxa esperada para este ano, de 17,5%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, apesar do ritmo menor de expansão, o cenário traçado para o desempenho do crédito em 2012 é significativo. "É um crescimento sobre uma expansão alta neste ano", disse.

Se o cenário previsto pelo Banco Central se confirmar, os bancos públicos devem continuar liderando a expansão da concessão de financiamentos, com previsão de aumento de 19% (ante 20,5% este ano), enquanto os empréstimos nas instituições privadas nacionais devem crescer apenas 12% (ante 14,5% em 2011). Nos bancos estrangeiros, o aumento previsto é de 13% (ante 17,5% este ano).

Efeitos da crise. Mesmo com a redução no ritmo de crescimento, a relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) deve chegar a 51% em 2012. A projeção atualizada do BC para este ano é de 48,4%. No fim do ano passado essa relação ficou em 45,2%.

A desaceleração no ritmo de concessão de empréstimos verificada nos últimos meses reflete os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira e o aumento da inadimplência. Em novembro, os calotes chegaram a 5,6% do total emprestado, o maior patamar desde novembro de 2009.

Neste cenário, o chefe do Departamento Econômico do BC destacou que a tendência é haver "maior seletividade por parte dos bancos" na hora de conceder empréstimos. Mas Maciel ponderou que a procura também é menor.

"Como o nível de atividade é moderado, é normal que a demanda seja contida", disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

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