BC prevê crescimento de 5,8% e inflação de 4,6% em 2010

Expansão econômica será sustentada 'exclusivamente' pela demanda interna, diz o Relatório de Inflação

estadao.com.br,

22 de dezembro de 2009 | 08h56

O Banco Central prevê um forte crescimento econômico no ano que vem, de 5,8%, e uma inflação controlada, de 4,6%, superando ligeiramente o centro da meta (4,5%), segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta terça-feira, 22.

 

O relatório anterior, de setembro, trazia uma projeção um pouco menor de inflação para 2010, de 4,4%, e não apresentava estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem. 

A expansão da economia em 2010 será sustentada "exclusivamente" pela demanda interna, de acordo com o documento.

 

O BC prevê que o consumo das famílias cresça 3,8% em 2009 e 6,1% em 2010. Já os gastos do governo devem diminuir o ritmo de alta, na previsão da autoridade monetária. A expectativa é de aumento de 3,5% em 2009 e de 2,9% em 2010.

 

Os investimentos em produção - item tecnicamente chamado de "formação bruta do capital fixo" - devem cair 9,9% em 2009 e, depois, aumentar 15,8% em 2010.

 

Para as exportações e as importações, deve haver queda de 11,1% e 12,8% neste ano, respectivamente. Para o ano que vem, a projeção é de alta de 12% nas exportações e de 20,5% nas importações.

 

O BC, no entanto, não vê problema no fato de as importações crescerem a um ritmo mais intenso que as exportações. A situação "não deverá se constituir em restrição ao financiamento do balanço de pagamentos", diz o documento.

 

Inflação

 

No front inflacionário, o BC aponta como riscos a intensidade da retomada da economia e a redução da margem remanescente de ociosidade, mas enfatiza que a inflação deve seguir em linha com as metas em 2010 e 2011.

 

Para 2009, a estimativa para o avanço do PIB é de 0,2%, número menor do que o verificado no  relatório anterior, de setembro (0,8%).

A projeção de inflação para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de 4,3%, puoco acima dos 4,2% previstos no relatório de setembro.

No acumulado de 12 meses até o segundo trimestre do próximo ano, a estimativa passou de 3,6% para 4,3%. Até o terceiro trimestre do ano que vem, o IPCA deve registrar alta de 4,4% no acumulado de 12 meses - no relatório anterior, esta previsão era de 4,0%.

 

A meta de inflação dos dois anos tem centro em 4,5% e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

 

Em relação a 2011, o Banco Central prevê inflação de 4,6%. No acumulado de 12 meses até o primeiro trimestre de 2011, a estimativa do BC foi reduzida de 4,6% para 4,4%. Em relação ao acumulado de 12 meses até o segundo trimestre de 2011, a projeção caiu de 4,6% para 4,3%. Para o terceiro trimestre, a estimativa manteve-se estável em relação ao relatório anterior, em 4,5%.

 

Texto atualizado às 9h33

 

(com Agência Estado e Reuters)

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