BC prevê crescimento reduzido para oferta de crédito

O crescimento da oferta de crédito no País tende a apresentar, a partir de agora, um movimento mais contido. Da mesma forma, as quedas nas taxas de juros também tendem a ser mais restritas podendo, até mesmo, registrar pequenos aumentos. A análise é do chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes.De junho para julho, as operações de crédito no país tiveram um aumento de 0,9%, elevando para 9% a taxa de crescimento acumulada no ano. O movimento esperado não é visto, entretanto, como negativo. Segundo Lopes, taxas menores de crescimento na concessão de crédito são um reflexo natural do processo de retomada do nível de atividade.Os juros cobrados pelos bancos em julho, nas operações de crédito com pessoas físicas, atingiu a média de 62% ao ano, o menor patamar registrado pelo Depec desde julho de 1994, quando os dados começaram a ser apurados. No caso das empresas, o movimento de parada na queda dos juros já foi sentido no mês passado. A média cobrada pelos bancos das companhias foi de 29,7% ao ano, mesmo patamar registrado em junho.Expectativa de juros maioresO comportamento do mercado futuro de juros e do próprio Banco Central serão determinantes em relação ao que os bancos passarão a cobrar de seus tomadores finais de crédito a partir dos próximos meses. Os dados preliminares de agosto indicam que a elevação na curva de juros futuro (projeções para as taxas de juros nos próximos meses) já gerou reflexos negativos nas taxas finais praticadas pelas instituições financeiras."Nos primeiros 13 dias úteis do mês, a taxa média de juros das operações com crédito livre subiu de 43,9% para 44,4%. No caso das pessoas físicas, a taxa média no período atingiu 62,8% e das pessoas jurídicas 30%", disse Lopes. É importante ressaltar que esse movimento não reflete a ata da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom), que alertou sobre a possibilidade de aumento da taxa básica de juros, a Selic.

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