BC prevê inflação de 3,7% neste ano, dentro da meta

A inflação neste ano deve ficar abaixo do centro da meta, aponta o relatório trimestral de inflação do Banco Central divulgado hoje. A perspectiva é de que a inflação fique em 3,7%. A meta de inflação para 2006 é de 4,5%. Para esta previsão, o BC tomou por base uma taxa de juros constantes de 16,50% ao ano e taxa de câmbio de R$ 2,15. No relatório anterior, o BC já previa inflação dentro da meta em 2006, de 3,8%, um pouco acima da previsão divulgada hoje.De acordo com o relatório de inflação, a probabilidade de a inflação superar o teto da meta (6,5%) é de cerca de 9%, inferior aos 14% estimados no relatório de dezembro do ano passado.Para os 12 meses encerrados no primeiro trimestre deste ano, a projeção central de inflação do BC está em 5,3% ante 5,2% no relatório anterior. Para os 12 meses encerrados no segundo trimestre deste ano, a projeção é de 4,7%, a mesma taxa de inflação prevista no relatório anterior. Para os 12 meses encerrados no terceiro trimestre, a projeção de inflação é de 4,7%, ligeiramente inferior aos 4,8% do documento anterior.Mercado espera inflação acima da metaDiferentemente da previsão do BC, analistas do mercado financeiro esperam uma inflação acima da meta neste ano. A expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - índice usado como referência para a meta de inflação - fechará o ano em 4,6%, ligeiramente acima do centro da meta estabelecida para este ano. Contudo, a projeção está um pouco abaixo dos 4,9% projetados no relatório anterior, de dezembro.O cenário de mercado considera as projeções de juros e câmbio das instituições financeiras. Neste cenário, a estimativa de inflação para os 12 meses encerrados no primeiro trimestre de 2006 é de 5,3%, estável em relação ao relatório anterior. Para o acumulado em 12 meses terminados no segundo trimestre de 2006 a previsão do mercado é de 4,9%, ligeiramente abaixo dos 5,1% do relatório anterior. O mercado estima ainda que a inflação nos doze meses encerrados no terceiro trimestre deste ano ficará em 5,3%, menos do que os 5,5% previstos em dezembro. Inflação 2007O relatório informa também que o BC prevê que a inflação em 2007 ficará em 3,9%, taxa um pouco superior aos 3,6% previstos no relatório anterior, divulgado em dezembro do ano passado, mas ainda dentro da meta de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima.O BC projeta que a inflação de doze meses encerrados no primeiro trimestre de 2007 ficará em 3,2%. No acumulado de doze meses terminados no segundo trimestre do ano que vem, a inflação prevista é de 3,4%. Para os doze meses encerrados no terceiro trimestre de 2007, a inflação projetada é de 3,6%.Já o cenário de mercado apontado pelo relatório do BC prevê que o IPCA fechará o ano de 2007 em 5,4%, projeção ligeiramente acima dos 5,3% previstos no relatório anterior. O cenário de mercado divulgado pelo BC considera as expectativas do mercado para as taxas de câmbio e de juro, conforme pesquisa da gerência de relações institucionais do BC.Crescimento do PIBA projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano ficou inalterada no relatório trimestral do BC. A estimativa é que a economia brasileira cresça 4% em 2006, considerando juros constantes em 16,50% ao ano. O BC adverte, entretanto, no relatório que "os erros de previsão associados às projeções de crescimento do PIB são consideravelmente maiores do que nos casos de projeção de inflação".De acordo com o relatório, os dados do PIB, juntamente com os números mais recentes sobre o nível de atividade "corroboram o cenário de aceleração do ritmo de crescimento da economia", que foi previsto no relatório de dezembro."O recuo das taxas de inflação, a melhora nos indicadores referentes ao mercado de trabalho, a elevação da renda real, o aumento das intenções de investimento, bem como os efeitos da flexibilização da política monetária e as perspectivas mais favoráveis para o setor agropecuário possibilitam antever para 2006 um cenário com crescimento superior ao observado em 2005", diz o BC, no documento.

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