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BC prevê inflação menor nos próximos meses, diz Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira, 16, que o órgão está no meio do processo de consolidação de controle da inflação, buscando colocá-la em um patamar mais baixo neste e no próximo ano, para além da queda já esperada para maio, junho e julho.

FERNANDA NUNES, MÔNICA CIARELLI E VINÍCIUS NEDER, Agencia Estado

16 de maio de 2013 | 18h00

"A inflação já está caindo no atacado. Nos próximos três meses, teremos inflação mais baixa no nível do consumidor. Em maio, junho e julho, veremos a inflação mais baixa, refletindo inclusive a queda nos preços de alimentos. Em geral, a inflação é mais baixa nesses três meses. Nós estamos trabalhando para consolidar esse processo ao longo deste ano e de 2014", disse.

Tombini lembrou que o Banco Central já subiu juros em abril e "vai continuar trabalhando nesse sentido". Em entrevista após palestra no XV Seminário de Metas para a Inflação, o presidente da autoridade monetária lembrou que a taxa de juros é o instrumento de política do BC e é nesse processo que o órgão está "embarcado".

Ele se mostrou otimista com a retomada do investimento. Segundo ele, a expectativa é que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano, que será divulgado no fim deste mês, traga informações de retomada.

"Já vimos, depois de quatro trimestres de queda, no último do ano passado, um aumento do investimento e veremos um aumento maior do investimento no primeiro trimestre deste ano. Investimento também é mercado doméstico", afirmou o presidente do BC, acrescentando que observa um processo de recuperação no curto prazo e que irá acompanhar esse processo para ver se se sustenta ao longo do ano.

Tombini utilizou o IBC-Br, divulgado nesta quinta-feira, 16, para comprovar a tese de que a atividade econômica está crescendo. Segundo ele, o resultado anualizado está em torno de 4,25%. O resultado, disse, é compatível com a projeção de crescimento do PIB de 3,1% em 2013.

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