BC prevê que ciclo de alta da inflação acaba neste trimestre

Diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, reconheceu que a inflação nos últimos 12 meses é elevada 

Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 12h59

O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, reconheceu nesta quinta-feira, 29, que a inflação nos últimos 12 meses é elevada, mas estimou que os números devem cair a partir de agora. "O Copom (Comitê de Política Monetária) prevê que, neste trimestre, se encerra o ciclo de elevação da inflação acumulada em 12 meses", disse.

Apesar disso, o BC reconhece que, no ambiente econômico atual, "prevalece nível de incerteza crescente e já muito acima do usual". Diante desse cenário, Hamilton avaliou que o risco à convergência da inflação ao centro da meta de 4,50% é "decrescente".

O diretor disse ainda que "sempre existe" possibilidade de estouro da meta de inflação. "Sempre há essa possibilidade (no Relatório de Inflação). É um evento que sempre há e faz parte das nossas probabilidades". Hamilton ressaltou que a projeção do BC para a inflação em 2011 é de 6,4%, bem perto do teto para o ano, de 6,5%. Por isso, disse, a projeção oficial para a inflação neste ano, conforme o cenário de referência, não prevê estouro da meta de inflação para o ano.

O diretor de Política Econômica do BC explicou que a instituição avalia "todos os cenários" para a inflação antes de tomar decisões quanto à política monetária. "Não existe uma regra que fixe um cenário sobre o outro. Todos os cenários são importantes. Por isso, todos são levados à discussão", disse.

Hamilton acrescentou que o cenário alternativo gerado por um novo modelo matemático - chamado de Samba - também tem sido usado e avaliado, e que o BC segue analisando os demais cenários, de mercado e de referência. "Além do cenário de mercado e de referência, analisamos diversos outros cenários que são ou não publicados". Sobre qual cenário que terá mais peso a partir de agora, o diretor disse que "o que vai ter peso para nós é a avaliação que considera as projeções geradas por esse modelo e outros".

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