BC prevê que demanda doméstica continuará forte

Os diretores do Banco Central avaliam que a demanda interna tem crescido a taxas robustas. A afirmação consta da ata da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada hoje. "A demanda doméstica continua se expandindo a taxas robustas e sustenta o dinamismo da atividade econômica, inclusive em setores pouco expostos à competição externa", cita o texto.Além da demanda interna em expansão, a ata do BC observa que a contribuição externa para a inflação está se tornando menos efetiva na economia. "A contribuição do setor externo para um cenário inflacionário benigno, diante do forte ritmo de expansão da demanda doméstica, parece estar se tornando menos efetiva, em um momento no qual os efeitos do investimento sobre a capacidade produtiva da economia ainda precisam se consolidar", destaca o texto.Diante desse cenário, o Copom avalia que "cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos".Os diretores do BC observam que se for observada deterioração no quadro inflacionário, o Copom está disposto a mudar de estratégia para responder às mudanças. "Na eventualidade de se verificar deterioração no perfil de riscos que implique alteração do cenário prospectivo básico traçado para a inflação, neste momento, pelo comitê, a estratégia de política monetária será prontamente adequada às circunstâncias", completa.PrudênciaO Copom voltou a destacar a importância da prudência na política monetária. Os diretores do BC citam que "a prudência passa a ter papel ainda mais importante, nesse processo, em momentos como o atual, caracterizado pela deterioração do balanço dos riscos inflacionários".A ata observa que o Copom tem adotado "uma estratégia que procura evitar uma trajetória inflacionária volátil" de forma a "consolidar um ambiente de estabilidade e previsibilidade".InvestimentoOs diretores do BC destacaram a importância do aumento do investimento para que a capacidade produtiva seja elevada e, assim, as pressões inflacionárias sejam reduzidas. "Esse fator, aliado à ajuda do setor externo, vem atuando para mitigar pressões inflacionárias", cita a ata do Copom.Os próximos meses devem continuar com atividade econômica em expansão, segundo a avaliação do comitê. O documento cita que o crescimento do crédito e a expansão da massa salarial real "devem continuar impulsionando a atividade econômica".O texto observa que a avaliação sobre os efeitos do aumento da demanda e corte do juro "tornam-se ainda mais relevantes quando se levam em conta os nítidos sinais de demanda aquecida e o fato de que as decisões de política monetária terão impactos concentrados no segundo semestre de 2008 e posteriormente".

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