BC prevê que Natal de 2007 terá o menor juro da história

BC: "Do ponto de vista das taxas, as condições serão as melhores e com prazos mais dilatados"

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado, Agencia Estado

27 de novembro de 2007 | 12h48

O Natal deste ano terá as menores taxas de juros cobradas dos consumidores desde que o Banco Central iniciou sua série de dados sobre o crédito. A declaração é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, ao divulgar os dados sobre o crédito no País em outubro. "Sem dúvida, do ponto de vista das taxas, as condições serão as melhores da série e com prazos de financiamento mais dilatados", afirmou. Veja também:Volume de crédito atinge o maior nível em 12 anos Em outubro, as operações de crédito pessoal já atingiram a menor taxa de juros da série, com uma média de 48,9% ao ano, ante 49,4% em setembro. Segundo Altamir, mesmo sem considerar as operações de crédito consignado, a taxa do crédito pessoal é a mais baixa da série. Para as pessoas jurídicas, houve um pequeno aumento da taxa - passou de para 23,4% em outubro, ante 23,1% em setembro. Mas, em 12 meses, a queda foi de quatro pontos porcentuais. No geral, a taxa de juros de médio nas operações de crédito com recursos livres recuou para 35,4% em outubro, ante 35,5% em setembro. O spread bancário - diferença entre a taxa de captação e os juros cobrados nos empréstimos - recuou em outubro para 24,4 pontos porcentuais, ante 24,6 pontos porcentuais em setembro. Em 12 meses, o spread recuou 3,6 pontos porcentuais. Já o prazo médio dos empréstimos com recursos livres ficou estável em 341 dias. Dados parciais do Banco Central mostram que a trajetória de queda dos juros nas operações de crédito permanece durante em novembro. Na prévia até o dia 9, a taxa geral de juros dos empréstimos caiu 0,2 ponto porcentual para 35,2%. O seguimento de pessoa física lidera esta redução com queda de 0,5 ponto porcentual para 45,3%. Nos empréstimos para pessoa jurídica, porém, a trajetória é inversa e houve elevação de 0,2 pontos para 23,6%. Inadimplência A inadimplência também caiu em outubro. A taxa passou de 4,6% para 4,5%, na comparação com setembro.   

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