BC previa inadimplência maior e nega anormalidade

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, afirmou hoje que o aumento da inadimplência era esperado em razão da elevação das taxas de juros e inflação mais alta no início do ano, fatores que aumentam o comprometimento de renda das famílias. Segundo ele, os atrasos nos pagamentos de crédito de até 90 dias antecipavam a alta da inadimplência.

RENATA VERÍSSIMO E FABIO GRANER, Agencia Estado

28 de junho de 2011 | 11h53

Maciel acredita que haverá uma reversão no movimento de alta no segundo semestre de 2011. "A tendência desse movimento é de acomodação da taxa de inadimplência, porque estamos tendo expansão da economia, da renda e do emprego", afirmou. Maciel afirmou que, pelo histórico do BC, as taxas ainda estão dentro de um padrão normal.

Ele destacou que a taxa de inadimplência em maio, de 5,1%, é a mesma de maio do ano passado. Para pessoas físicas, ficou mais baixa: 6,4% no mês passado e 6,8% em maio de 2010.

Concessões

Maciel disse que as concessões de crédito recuaram em maio de forma significativa refletindo as medidas de política monetária e as macroprudenciais, que tiveram efeito sobra as taxas de juros. "Isso se traduz em menor volume de concessões. Com taxas de juros mais altas, a reação das famílias e dos agentes é de maior cautela", avaliou.

Segundo ele, os dados parciais de junho mostram que o movimento de queda continua. As concessões de crédito caíram 4,5% até dia 13 de junho em relação ao mesmo período do mês passado.

Tudo o que sabemos sobre:
inadimplênciacréditoBC

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.