BC: projeção do IPCA para o ano supera os 4%

A alta do câmbio levou o Banco Central (BC) a elevar suas projeções da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) para algo um pouco acima da meta de 4%. O número preciso da nova projeção, segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, será divulgado apenas na sexta-feira da próxima semana no Relatório de Inflação, a ser divulgado na próxima sexta-feira. "Ela ficou um pouco acima dos 4% e não acima da margem de 2% para cima admitida na nossa política de metas de inflação", explicou Goldfajn. A elevação da projeção do IPCA para o ano, de acordo com o diretor do BC, foi provocada em grande parte pela variação do câmbio. "A economia brasileira é uma economia sólida. Temos bons fundamentos fiscais e não há pressão de demanda provocada por um crescimento acelerado da atividade econômica", afirmou. Ele ressaltou, entretanto, que a aceleração da economia tem gerado pressão sobre as importações que, em última instância, acabam por gerar efeitos sobre a taxa de câmbio. Sobre as críticas de que o Copom teria elevado os juros numa dose menor que a necessária, Goldfajn afirmou que a alta foi "apropriada". "Fizemos um ajuste fino", disse. O movimento, segundo o diretor do BC, também acabou por ajudar a marcar o início de um período em que a autoridade monetária passar a ter mais flexibilidade, tanto para subir, como para reduzir os juros.

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