BC projeta déficit em conta de US$ 5,5 bi em janeiro

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, anunciou hoje que a instituição prevê que o mês de janeiro termine com um déficit nas transações correntes de US$ 5,5 bilhões. Ele também informou que o investimento estrangeiro direto (IED) soma US$ 1,6 bilhão em janeiro, até hoje.

FABIO GRANER E FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

25 de janeiro de 2011 | 12h56

Para o fechamento deste mês, Altamir projeta um ingresso de US$ 2 bilhões em capital externo produtivo. "Janeiro é, tradicionalmente, um mês fraco de ingresso de IED. Mas o importante é que a tendência (de aceleração) está se mantendo", disse Altamir.

Petróleo

Altamir Lopes disse ainda que uma grande operação no setor de petróleo, da companhia Repsol, foi a principal responsável pelo forte resultado do ingresso de investimento estrangeiro direto (IED) em dezembro de 2010. Segundo ele, a operação somou US$ 7,1 bilhões. No último mês do ano passado, os chineses da Sinopec compraram parte da unidade brasileira da Repsol.

"Mas, mesmo sem essa operação, o mês teria apresentado um resultado expressivo. Tínhamos a expectativa de US$ 38 bilhões em IED e o resultado final foi US$ 10 bilhões superior. É bom lembrar que, inicialmente, em 2009 prevíamos que o ingresso poderia ser entre US$ 40 bilhões e 45 bilhões", afirmou Altamir. "Algumas operações foram postergadas durante o ano passado. Mas, de fato, algumas operações que esperávamos só no início de 2011 se materializaram antes, no fim de 2010", completou.

Além da operação da Repsol, Altamir observou que foram registradas duas operações de cerca de US$ 1 bilhão cada nos setores de extração mineral e metalurgia. "O restante é bastante difuso, o que é bastante positivo para a economia".

O ingresso de IED em dezembro, de US$ 15,364 bilhões, foi o maior da série histórica iniciada em 1947, informou Altamir. Ele disse ainda que é possível que a projeção de entrada de US$ 45 bilhões em 2011 seja superada. Uma possível reavaliação será feita em março, quando o BC anuncia o Relatório Trimestral de Inflação.

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