BC projeta PIB acima do consenso em 2009, diz Meirelles

Segundo presidente da instituição, todas as indicações são de desaceleração no Brasil; BC prevê alta de 3,2%

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

14 de janeiro de 2009 | 17h06

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fez em uma palestra muito cuidadosa para investidores, em Nova York, para não dar pistas sobre o rumo da política monetária a poucos dias do encontro do Copom. Ele reconhece, no entanto, que o Banco Central tem uma projeção de crescimento para 2009 acima do consenso. "Todas as indicações são de desaceleração no Brasil", afirmou em palestra para investidores, em evento organizado pela Câmara Brasileiro-Americana de Comércio. Veja também:BC anuncia crédito para empresas com dívidas em dólarDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O Banco Central projetou no mais recente Relatório de Inflação, em dezembro de 2008, que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ficaria em 3,2% em 2009. Meirelles observou que o País, como todos os outros no mundo, está sentindo os efeitos da crise. Mas destacou que "os problemas não são do Brasil". "O desempenho da economia brasileira deve ser melhor que de outros países", disse. Meirelles ainda destacou a solidez do sistema financeiro brasileiro, apontando que sistema  financeiro, bem como bancos, "têm nível reduzido de alavancagem", considerando-se a recomendação de 11% da Basileia.  Swap O presidente do BC iria ter um encontro ainda nesta quarta com o Federal Reserve, em Nova York. Os bancos centrais brasileiro e norte-americano têm um acordo de swap (troca) de moedas, mas Meirelles disse que "não foi necessário usar até agora". No dia 18 de setembro de 2008, um dia depois dos problemas com o Lehman Brothers, Meirelles esteve em Nova York e havia tido uma reunião com o Federal Reserve Bank regional. Aproximadamente um mês depois da visita, no dia 29 de outubro, o Fed anunciou a linha de troca de moedas com o Brasil, entre outros BCs mundiais. Meirelles lembrou que o acordo de swap de moedas do Fed com o Brasil é de US$ 30 bilhões e que, no caso de o País fazer uso do dinheiro, a troca ocorreria em porções de US$ 5 bilhões. O BC colocaria um montante em reais equivalente a US$ 5 bilhões na conta do Fed, e o BC dos EUA colocaria US$ 5 bilhões na conta do BC do Brasil. "É bom ter (a linha de swap), mas não pensamos que foi necessário usar até agora", disse.

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