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BC puxa leve alta do dólar em dia fraco no exterior

Apesar de pequena, a variação foi suficiente para garantir que o dólar fechasse no maior nível desde 25 de outubro de 2000

Reuters,

22 de novembro de 2007 | 16h58

O dólar reverteu a trajetória da maior parte do dia e fechou em leve alta nesta quinta-feira, 22, influenciado pela atuação do Banco Central em uma sessão esvaziada por um feriado nos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,11%, para R$ 1,780. Apesar de pequena, a variação foi suficiente para garantir que o dólar fechasse no maior nível desde 25 de outubro de 2000. Após vários dias de oscilação provocada por tensões no exterior, o mercado de câmbio pôde operar com mais calma devido ao Dia de Ação de Graças, que parou os negócios nos EUA. "Isso deixou praticamente só o mercado local e as operações que tinham que ser contratadas ou liquidadas hoje aqui, cujos valores já estavam em conta", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros. Com o volume abaixo da média, o dólar seguiu o fluxo cambial positivo e passou a maior parte do dia em baixa, devolvendo parte das seguidas altas da última semana. Mas, em meio à menor liquidez, o leilão de compra de dólares do BC ajudou a impulsionar a cotação, disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora. Na operação, o BC definiu taxa de corte a R$ 1,7767 e aceitou, segundo operadores, ao menos três propostas. Além disso, o mercado continuou ressabiado com a volatilidade externa. Isso enfraqueceu a pressão pela queda da moeda norte-americana. "Alguns fantasmas estão no armário... e o pessoal não tem uma real dimensão dos estragos que foram feitos" no setor financeiro, comentou Forgione. Na véspera, por exemplo, a forte tensão nos mercados globais aumentou a aversão ao risco dos estrangeiros, que realizaram pesadas compras de dólares no mercado futuro. De acordo com dados da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os estrangeiros reduziram a posição vendida em dólares --contando os mercados de dólar futuro e de cupom cambial-- em 1,5 bilhão de dólares. Com isso, aumentaram a proteção ante uma eventual alta da moeda norte-americana. (Edição de Daniela Machado)

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