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BC quis mostrar autonomia, diz Marinho

O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) quis mostrar na sua reunião da semana passada que possuía autonomia em relação às expressões de membros do governo e, por isso, manteve a Selic em 26,5%. A avaliação é do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, que recebeu na sede da entidade, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o ministro Extraordinário de Segurança Alimentar, José Graziano. "Se o Banco Central queria mostrar autonomia em relação ao governo, conseguiu. Só espero que não cometa o mesmo erro no mês que vem", apontou, referindo-se principalmente às declarações do vice-presidente da República, José de Alencar, que cobrava uma queda nos juros.Para o sindicalista, o processo de redução dos juros já poderia ter se iniciado. "A redução virá até porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa cumprir seus compromissos de campanha. Só não sei dizer em qual momento esta queda vai acontecer", disse, recusando-se, porém, a acompanhar a avaliação do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, de que os juros só cairão quando as reformas tributária e da Previdência forem aprovadas.Marinho, que poderá se tornar o novo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na convenção nacional a ser realizada entre 7 e 11 de junho, afirmou que considera também as reformas necessárias, "em particular a da Previdência", mas ponderou que as condições macroeconômicas já foram dadas ao BC para a queda da Selic.

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