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BC reafirma que não trabalha com meta de câmbio

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, reiterou hoje que o BC não trabalha com meta de câmbio. Ele explicou que grande parte dos recursos externos que estão ingressando no País está sendo direcionada para aplicações em renda variável e investimentos diretos. Por outro lado, Meirelles sinalizou que o BC poderá continuar elevando o volume de reservas internacionais. "O momento é muito favorável e conveniente para a reconstituição das reservas. E o Banco Central tem espaço para comprar reservas", disse.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

29 de maio de 2009 | 17h31

De acordo com Meirelles, o Brasil despendeu uma parte de suas reservas internacionais com o recrudescimento da crise financeira global no ano passado e dedicou uma boa parcela também dos mercados futuros no final de 2008. "Estamos como sempre tirando partido, aproveitando um bom momento para recompor e aumentar as reservas para que o Brasil saia ainda mais forte da crise."

Sem exageros

Meirelles fez uma advertência aos agentes econômicos para se lembrarem das lições do ano passado "e que não incorram num tipo de exagero após apostas e euforia achando que o mercado só se move para um lado". Segundo o presidente do BC, o real é muito correlacionado com outros valores de ativos como, por exemplo, commodities, e também se move influenciado pela confiança. Meirelles ressaltou que há outros fatores específicos que podem colaborar para a variação do câmbio. "O mercado está se abrindo hoje. Há uma série de projetos de empresas que estavam sendo financiados muitas vezes por empréstimos em real de curto prazo."

Segundo ele, este aumento dos financiamentos no mercado interno ocorreu especialmente com a restrição do crédito externo provocada pelo agravamento da crise internacional nos últimos meses do ano. Contudo, ele afirmou que várias empresas estão retomando financiamentos no exterior e trazendo esses recursos para o País. "Todos não devem tomar os movimentos de curto prazo necessariamente como movimentos que mereçam apostas que, no passado, se revelaram desastrosas", comentou.

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