BC: receita maior definiu superávit recorde no trimestre

O crescimento das receitas do governo federal foi o principal fator responsável pelo superávit recorde nas contas do setor público (União, Estados, municípios e empresas estatais) no primeiro trimestre deste ano. As receitas do governo federal de janeiro a março superaram em R$ 22,2 bilhões o volume arrecadado no primeiro trimestre do ano passado, destacou hoje o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes. Por outro lado, as despesas cresceram em volume bem menor: R$ 4,8 bilhões.O aumento da arrecadação dos governos regionais (Estados e municípios), ressaltou Lopes, também contribuiu para o superávit recorde. O superávit das contas dos governos regionais no primeiro trimestre também é recorde.O resultado registrado no primeiro trimestre assegurou um superávit primário no período acumulado de 12 meses até março de 4,46% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior desde outubro de 2005 e bem acima da meta de 3,8% do PIB. Segundo Altamir Lopes, a tendência ao longo do ano é de que o superávit acumulado em 12 meses convirja em direção à meta de 3,8%. Segundo ele, o atraso na aprovação do Orçamento da União ajudou no superávit, porque reduziu as despesas.Além disso, Lopes ressaltou que, tradicionalmente, os gastos são menores no primeiro trimestre. "Tivemos um resultado bastante positivo de 4,46% do PIB. Ele abre uma boa perspectiva para o cumprimento da meta. Acumulamos uma gordura para atingir a meta sem dificuldade", disse Altamir Lopes.Bem-humorado com a quantidade de recordes obtidos nas contas públicas no primeiro trimestre, o chefe do Depec do BC destacou a importância da redução de um ponto porcentual na relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB na passagem de fevereiro a março, que caiu de 42,2% para 41,2% (menor proporção desde de dezembro de 1998) e poderá fechar em 41,3%.Apesar do ano eleitoral, o chefe do Depec disse não esperar uma deterioração das contas do Estados e municípios como ocorria no passado. "Antes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), havia mais gastos. Mas, depois, essa história mudou", disse.

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