BC rechaça tese de que o juro alto valoriza o real

Um box incluído no Relatório Trimestral de Inflação trouxe cálculos que não sustentam a tese de que a evolução da taxa básica de juros tenha influência determinante na taxa de câmbio, ao menos para o Brasil e outras economias emergentes da América Latina, como Chile e México.

O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2011 | 03h03

Durante muito tempo, o governo vinha discordando das análises - do mercado e da academia - de que os elevados juros brasileiros, por serem os mais altos do mundo, atrairiam capital estrangeiro para a lucratividade dos títulos públicos nacionais. Com isso, pressionariam pela valorização do real. Agora, pela primeira vez, o Banco Central (BC) apresentou contas que rebatem a tese.

"Outras forças são mais importantes para definir rumo do câmbio", afirmou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton. "Houve época em que a taxa de juros no País chegou a 49% e o câmbio não era tão apreciado", completou.

Segundo ele, as relações entre as exportações e as importações devem ter papel mais preponderante do que a política monetária na definição dos rumos do câmbio no País. /A.F. e E.R.

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