Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

BC reduz estimativas de inflação para 2017 e os próximos anos

Em comunicado, Banco Central estimou que a inflação deve ficar ainda mais abaixo do centro da meta para 2017 e 2018

O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 09h48

A inflação deve ficar ainda mais abaixo do centro da meta neste ano e em 2018 e ao redor desse patamar até 2020, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação, publicado nesta quinta-feira, 21, pelo Banco Central. 

Puxado pela queda nos preços dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), prévia da inflação, teve em setembro seu menor patamar desde 2006. O indicador ficou em 0,11%, ante um crescimento de 0,35% em agosto. 

O Banco Central agora calcula a alta do IPCA de 3,2%, em 2017, e de 4,3%, em 2018 -- abaixo dos patamares de 3,3% e 4,4% registrados no comunicado da último reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início deste mês, quando a Selic teve um novo corte. Neste ano e no próximo, a meta de inflação é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

Para 2019, o BC calculou inflação de 4,2%, contra a meta oficial de 4,25%, enxergando o IPCA em 4,1% em 2020, quando a meta fixada pelo governo é de 4%. 

No documento, a instituição também sinalizou que considera adequada uma redução no ritmo de corte da Selic, os juros básicos. De modo geral, o relatório corroborou mensagem já divulgada mais cedo neste mês, quando o BC cortou a taxa básica de juros em 1 ponto porcentual, a 8,25% ao ano, e indicou a intenção de encerrar o ciclo de afrouxamento da Selic de maneira gradual.

No relatório, o BC também melhorou sua expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano a 0,7%, contra 0,5% antes, e estimou uma alta de 2,2% para o ano que vem. /COM REUTERS

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