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BC reduz novamente estimativa para inflação em 2006

As projeções do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, de 2006 caíram de 3% para 2,97% na Focus, pesquisa semanal do Banco Central, divulgada na manhã desta segunda-feira. Esta foi a segunda queda seguida dessas projeções, que estavam em 3,03% há quatro semanas.Com a nova queda, as estimativas para a variação do IPCA em 2006 ficaram abaixo da meta central, de 4,50%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No Top 5, as previsões de médio prazo para o IPCA recuaram de 2,85% para 2,77%. Com a queda, as projeções ficaram mais próximas do piso da meta de inflação, que é de 2,50%; há quatro semanas, essas projeções estavam em 2,80%. Para o mês de outubro, as projeções do IPCA do mercado ficaram estáveis em 0,28%; há quatro semanas, essas previsões estavam em 0,30%. Para novembro, as estimativas de IPCA também não mudaram e prosseguiram em 0,35% pela terceira semana consecutiva; há quatro semanas, essas projeções estavam em 0,36%.Para 2007, as projeções de IPCA caíram de 4,20% para 4,17%. Com a queda, as previsões também ficaram mais abaixo da meta central, de 4,50%, fixada pelo CMN; há quatro semanas, essas projeções estavam em 4,30%. No Top 5, as estimativas de médio prazo para o IPCA para 2007 prosseguiram estáveis em 3,99% pela segunda semana consecutiva, sendo que há quatro semanas as projeções estavam em 4,10%. As projeções suavizadas para IPCA 12 meses à frente, por sua vez, recuaram de 4,05% para 4,03%. Essa foi a sétima queda seguida dessas previsões, que estavam em 4,13% há quatro semanas. As estimativas de mercado para o reajuste dos preços administrados em 2006 caíram de 4,20% para 4,10%. Essa foi a terceira redução consecutiva dessas previsões, que estavam em 4,40% há quatro semanas. Para 2007, as estimativas de alta dos administrados subiram de 4,30% para 4,40%, interrompendo uma seqüência de duas semanas seguidas de reduções dessas projeções, que estavam em 4,50% há quatro semanas. PIBAs projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 ficaram estáveis em 3%, segundo o BC. A estabilidade interrompeu uma seqüência de duas semanas seguidas de reduções destas previsões, que estavam em 3,09% há quatro semanas.As estimativas de expansão da produção industrial em 2006, por sua vez, caíram de 3,48% para 3,46%, representando a segunda queda consecutiva destas previsões, que estavam em 3,55% há quatro semanas.Para 2007, as estimativas de aumento do PIB continuaram estáveis em 3,50% pela oitava semana seguida. As estimativas de crescimento da produção industrial em 2007, por sua vez, recuaram de 4,20% para 4,05%. Esta foi a segunda queda seguida destas projeções, que estavam em 4,50% há quatro semanas.As projeções para a dívida líquida do setor público em 2007 subiram de 49,15% para 49,20% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi a segunda alta seguida destas previsões, que estavam em 49,10% do PIB há quatro semanas. Para 2006, as previsões de mercado para a dívida líquida continuaram estáveis em 50,40% do PIB pela segunda semana seguida; há quatro semanas, estas projeções estavam nos mesmos 50,40% do PIB.IGP-MAs projeções do mercado financeiro para a variação do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) em 2006 subiram de 3,20% para 3,23%. A alta pôs fim a uma seqüência de seis semanas consecutivas de queda destas estimativas, que estavam em 3,39% há quatro semanas.Para 2007, as estimativas de IGP-M recuaram de 4,36% para 4,33%, representando a quinta queda consecutiva destas previsões, que estavam em 4,48% há quatro semanas.As expectativas de mercado para a alta do IGP-DI em 2006, por sua vez, aumentaram de 3,09% para 3,12%. O aumento interrompeu uma seqüência de quatro semanas seguidas de reduções destas previsões, que estavam em 3,26% há quatro semanas.As projeções de Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) para 2007 caíram de 4,30% para 4,28%. Esta foi a quarta redução seguida destas estimativas, que estavam em 4,50% há quatro semanas.As previsões de mercado para a variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe em 2006, por sua vez, ficaram estáveis em 1,73%. A estabilidade pôs fim a uma seqüência de duas semanas seguidas de reduções destas estimativas, que estavam em 1,83% há quatro semanas. Para 2007, as projeções de mercado para a variação do IPC da Fipe seguiram estáveis em 4% pela quarta semana seguida. JurosAs projeções do mercado financeiro para a taxa de juros em novembro ficaram estáveis em 13,50% ao ano, segundo a pesquisa do BC. O porcentual embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá os juros em 0,25 ponto porcentual na sua última reunião do ano.As estimativas de taxa média de juros para 2006 permaneceram estáveis em 15,13% ao ano pela quarta semana seguida. Para o fim de 2007, as previsões de taxa de juros recuaram de 12,50% para 12,25% ao ano. A queda interrompeu uma seqüência de quatro semanas seguidas de estabilidade destas estimativas em 12,50% ao ano.As expectativas de mercado para a taxa média de juros para 2007, com isso, recuaram de 13% para 12,82% ao ano; há quatro semanas, estas previsões estavam em 13,10% ao ano.CâmbioAs projeções do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2006 caíram de R$ 2,18 para R$ 2,17, segundo a Focus do BC. Esta foi a terceira queda consecutiva destas previsões, que estavam em R$ 2,18 há quatro semanas.As estimativas de taxa média de câmbio para 2006, por sua vez, ficaram estáveis em R$ 2,18 pela sétima semana seguida. As expectativas para o câmbio no final de outubro caíram de R$ 2,16 para R$ 2,15. Esta foi a segunda redução consecutiva destas previsões, que estavam em R$ 2,16 há quatro semanas. Para o fim de novembro de 2006, as projeções de câmbio recuaram de R$ 2,17 para R$ 2,15; há quatro semanas, estas projeções estavam em R$ 2,17. Para o fim de 2007, as estimativas de câmbio não mudaram e continuaram em R$ 2,30 pela 10º semana consecutiva.As projeções de taxa média de câmbio para 2007, por sua vez, recuaram de R$ 2,27 para R$ 2,26; há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,27. BalançaAs projeções do mercado financeiro para o superávit da balança comercial em 2006 subiram de US$ 43,51 bilhões para US$ 44 bilhões, segundo a pesquisa Focus do BC. Esta foi a segunda elevação consecutiva destas previsões, que estavam em US$ 43 bilhões há quatro semanas.As estimativas de superávit em conta corrente para 2006, em contrapartida, ficaram estáveis em US$ 11 bilhões; há quatro semanas, estas projeções estavam em US$ 10 bilhões.Para 2007, as previsões de superávit da balança comercial aumentaram de US$ 36,55 bilhões para US$ 37,75 bilhões. Esta foi a segunda elevação seguida destas estimativas, que estavam em US$ 36 bilhões há quatro semanas. As projeções de superávit em conta corrente para 2007, por sua vez, não mudaram e prosseguiram em US$ 5 bilhões pela quinta semana seguida.Investimento EstrangeiroAs projeções para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) em 2006 caíram de US$ 15,55 bilhões para US$ 15,50 bilhões, segundo o BC. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 15,90 bilhões. Para 2007, as estimativas de entrada de IED seguiram estáveis em US$ 16 bilhões pela 18º semana consecutiva. Esta matéria foi alterada às 9h45 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

23 de outubro de 2006 | 09h16

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