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BC reduz previsão de contas externas

Exportação cai de US$ 193 bilhões para US$ 158 bilhões e importação, de US$ 179 bilhões para US$ 141 bilhões

Fabio Graner e Adriana Fernandes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2009 | 00h00

A forte queda no ritmo de crescimento da economia brasileira e a retração dos mercados no exterior, em consequência da crise, levaram o Banco Central a derrubar as previsões para as exportações, importações e ingresso de investimentos estrangeiros no País neste ano. Segundo o BC, as exportações não deverão ultrapassar US$ 158 bilhões em 2009, ante US$ 193 bilhões previstos no início do ano. A perda de US$ 35 bilhões em vendas ocorrerá por causa da retração dos mercados externos para os produtos brasileiros. No ano passado, o País exportou US$ 197,9 bilhões. As importações, antes estimadas em US$ 179 bilhões, deverão ficar em US$ 141 bilhões, segundo as novas projeções. Com a economia em ritmo lento, o BC avalia que as empresas brasileiras vão importar menos do que se previa antes. Em 2008, foram US$ 173,2 bilhões. O lado positivo do ajuste das projeções é que o BC prevê agora maior equilíbrio nas contas externas. A previsão de saldo na balança comercial passou de US$ 14 bilhões para US$ 17 bilhões, embora ainda fique longe dos US$ 24,7 bilhões de 2008. Além de estimar um volume menor de comércio exterior, o BC avalia que as empresas estrangeiras no País também vão lucrar menos e enviar um volume bem menor de lucros e dividendos para o exterior. Com isso, a estimativa para o déficit na conta corrente do balanço de pagamentos em 2009 caiu de US$ 25 bilhões para US$ 16 bilhões. A conta corrente registra, além do movimento comercial, as transações de serviços e rendas do Brasil com o exterior. Embora indique uma situação de menor vulnerabilidade do País diante da dificuldade de obter recursos no mercado internacional, a queda na projeção do déficit reflete a situação mais difícil que a economia atravessa, em meio à crise global. A crise deverá provocar também redução no volume de ingresso de investimentos estrangeiros diretos (IED). No ano passado, o País recebeu US$ 45 bilhões em IED. No início do ano, o BC previa que neste ano chegaria a US$ 30 bilhões. Agora, estima US$ 25 bilhões. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a previsão caiu por causa da crise econômica e da redução da oferta de dinheiro no mundo. Altamir observou, porém, que as contas externas passam por um ajuste muito forte e rápido à nova conjuntura, mas de maneira saudável. Ele lembrou que em países com maior endividamento o processo é mais doloroso e recessivo. "Nós hoje somos credores externos líquidos. Isso nos dá uma vantagem." Os dados do BC mostram que esse ajuste já está ocorrendo. No primeiro bimestre, a conta corrente apresentou déficit de US$ 3,34 bilhões, 43,7% menor do que em igual período de 2008. O superávit na balança foi menor do que no primeiro bimestre de 2008, mas, em fevereiro, o saldo mais que dobrou na comparação com o mesmo mês de 2008, já refletindo a queda mais forte das importações. Na conta de serviços e rendas, também houve queda no déficit, que passou de US$ 8,32 bilhões no primeiro bimestre de 2008 para US$ 5,17 bilhões nos dois primeiros meses de 2009.

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