BC reduz previsão de investimento estrangeiro no País em 2009

Redução foi de US$ 33 bi para US$ 30 bi; em novembro, déficit em transações correntes foi de US$ 1,03 bi

Fernando Nakagawa e Fabio Graner, da Agência Estado, e Isabel Versiani, da Reuters,

19 de dezembro de 2008 | 11h00

O Banco Central reduziu a projeção de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$ 33 bilhões para US$ 30 bilhões. O Banco Central também reduziu de maneira acentuada sua projeções para o déficit esperado nas contas externas brasileiras de 2009, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira, 19. De acordo com os cálculos do BC, as transações correntes do País com o resto do mundo no próximo ano vão gerar um déficit de US$ 25 bilhões, abaixo dos US$ 33,1 bilhões estimados anteriormente. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise           Para 2008, a projeção de déficit em conta corrente subiu de US$ 28,8 bilhões para US$ 29,6 bilhões. A previsão de remessas de lucros e dividendos cresceu de US$ 34,3 bilhões para US$ 35,1 bilhões e a estimativa de ingresso de IED cresceu de US$ 35 bilhões para US$ 40 bilhões. Saldo negativo com o exterior  O Brasil registrou em novembro déficit em transações correntes de US$ 1,03 bilhão, frente ao déficit de 1,318 bilhão de dólares no mesmo período do ano passado. O resultado foi pior do que o déficit de US$ 500 milhões projetado pelo Banco Central e ficou perto da mediana das expectativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, de US$ 1 bilhão. As projeções variavam de déficit de US$ 1,9 bilhão a resultado negativo de US$ 700 milhões.  No acumulado de janeiro a novembro, a conta corrente tem déficit de US$ 25,801 bilhões (1,77% do PIB). No acumulado nos últimos 12 meses encerrados em novembro, o déficit em conta corrente é de US$ 26,270 bilhões (1,67% do PIB). Os investimentos estrangeiros diretos no país somaram US$ 2,179 bilhões no mês passado. Em novembro de 2007, esses investimentos foram de US$ 2,530 bilhões.  Em novembro, o IED no País somou US$ 2,179 bilhões. O montante ficou abaixo dos US$ 2,8 bilhões previstos pelo BC para o mês e menor que a parcial que era apresentada até o dia 24 de novembro, de US$ 2,350 bilhões. O número ficou abaixo do piso das estimativas dos economistas colhidas pelo AE Projeções, que variavam de US$ 2,4 bi a US$ 3,1 bi, com mediana em US$ 2,8 bi. No acumulado de janeiro a novembro, o IED soma US$ 36,926 bilhões (2,53% do PIB). Em 12 meses, o fluxo de capital estrangeiro voltado para a produção somou US$ 37,812 bilhões (2,41% do PIB). As remessas de lucros e dividendos em novembro somaram US$ 1,416 bilhão. Em novembro do ano passado, as remessas somaram US$ 2,131 bilhões, e em outubro de 2008, totalizaram US$ 1,813 bilhão. No acumulado de janeiro a novembro, as remessas somam US$ 30,729 bilhões, ante US$ 19,315 bilhões, em igual período do ano passado. As despesas com juros, em novembro, somaram US$ 459 milhões, ante US$ 341 milhões, em novembro de 2007 e US$ 515 milhões, em outubro de 2008. De janeiro a novembro, o gasto do País com juros foi de US$ 6,465 bilhões, ante US$ 6,958 bilhões, em igual período de 2007.  

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