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BC reforça oferta de dólares após moeda atingir R$ 2,65

Autoridade monetária fará dois leilões nesta sexta-feira, com oferta de até US$ 2 bilhões

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2014 | 19h30

Após o dólar à vista superar os R$ 2,65 na sessão desta quinta-feira, o Banco Central anunciou a venda de dólares com compromisso de recompra (linha), para essa sexta-feira. O volume da operação chamou a atenção: o BC fará dois leilões em um único dia, oferecendo um total de até US$ 2 bilhões.

A instituição costuma fazer operações deste tipo no fim do ano, quando muitas multinacionais demandam moeda à vista para envio a suas matrizes no exterior - mas em volumes menores. Em dezembro, até agora, foram duas operações de até US$ 1 bilhão nos dias 2 e 8. 


Se forem considerados os leilões de swap (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) que também serão feitos nesta sexta-feira, de 4 mil contratos (US$ 200 milhões) e 10 mil contratos (US$ 500 milhões), o BC pode despejar o equivalente a US$ 2,7 bilhões no sistema.

O reforço da oferta ocorre em um momento em que o dólar passa por uma escalada ante o real. Em dezembro, a moeda americana de balcão subiu em seis de nove sessões, passando de R$ 2,5670 para R$ 2,6510 hoje - um avanço de 8 centavos no mês.

Além disso, o mercado especula se o BC manterá em 2015 os leilões diários de swap. Na última terça-feira, dia 9, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, lembrou que "ainda temos duas semanas para acompanhar o mercado e tomar uma decisão". 

Para alguns profissionais do mercado, os comentários de Tombini sugerem que o BC, de fato, ainda não tomou a decisão e observará o movimento cambial neste fim de ano antes de fazer o anúncio.

O problema é que se a moeda americana se aproximar dos R$ 2,70 ou mesmo ultrapassar este nível nos próximos dias, a possibilidade de "escolha" do BC pelo fim dos swaps diários pode ser sepultada. Isso porque o fim da ração diária tenderia, com o dólar já em R$ 2,70, a trazer um impulso adicional para a cotação - o que pressionaria a inflação.

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