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BC reforça que juro cairá para perto da mínima histórica

Luiz Awazu Pereira, diretor do Banco Central, também disse que a política monetária e as medidas macroprudenciais continuarão sendo usadas no Brasil

Fábio Alves, enviado especial,

19 de março de 2012 | 15h50

Em encontro reservado com investidores promovido pelo Bank of America Merrill Lynch, no último sábado, durante reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Montevidéu, o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira, "reforçou o cenário descrito pela última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), dizendo que as taxas de juros vão cair para um nível ligeiramente superior às mínimas históricas e que a inflação caminhará para próximo do centro da meta no fim do ano". O relato foi feito por analistas do Bank of America em nota enviada hoje a clientes.

Conforme o relatório, que descreve a reunião reservada à qual os jornalistas não tiveram acesso, o diretor do BC "acredita que o cenário global melhorou um pouco em termos de riscos ('tail risks', na expressão usada no documento), mas o ambiente permanece difícil, à medida que os bancos precisam desalavancar e os governos precisam se ajustar fiscalmente".

O diretor do BC também disse que a política monetária e as medidas macroprudenciais continuarão sendo usadas no Brasil, mas, segundo relatório, "ele não deu nenhuma indicação se ambas seriam usadas em direções opostas".

Na conferência de investidores promovida pela instituição americana, os analistas destacaram o otimismo em relação às perspectivas de crescimento econômico da América Latina, ressaltando a maior resiliência da região a choques globais. Os analistas também notaram uma melhora no humor dos investidores em relação à Europa, especialmente depois da recente injeção de liquidez por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Os analistas do Bank of America disseram ainda que os investidores esperam mais cortes de juros no Brasil, como já sinalizado pelo Banco Central, e também que a autoridade monetária continue sua atual política de intervenção no mercado de câmbio.

No último sábado, o diretor do BC também participou de encontro reservado com investidores promovido pelo Itaú Unibanco, no qual a imprensa também não teve acesso.

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