BC registra pequena queda de juros para consumidor

Uma pequena redução nas taxas de juros sobradas pelos bancos nos empréstimos às pessoas físicas, em janeiro, foi registrada pelo Banco Central. A taxa de juros média cobrada pelas instituições financeiras das pessoas físicas, de 65,4% ao ano, foi mais baixa desde março de 2001, quando estava em 63,5% ao ano. "É claro que o patamar é alto mas essa taxa já registrou, em fevereiro, uma nova queda, indo para 64,8% ao ano", disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.Na avaliação do chefe do Depec, a redução dos juros cobrada das pessoas físicas reflete a queda no spread bancário, que é a diferença entre o custo de captação de dinheiro, pelo banco, e a taxa final cobrado do tomador de empréstimo. De dezembro para janeiro, o spread praticado nas operações com pessoas físicas caiu de 50,8 pontos porcentuais para 50 pontos. No início deste mês, nova queda, dessa vez para 49,2.Apesar da redução, os juros do Brasil continuam entre os mais altos do mundo. A taxa média cobrada no cheque especial, por exemplo, caiu para 143,5% ao ano, a menor taxa registrada pelo BC desde maio de 2000, quando os juros dessa modalidade eram de 141,9% ao ano. "Até o dia 9 de fevereiro, essa taxa já estava em 143,3%", informou Lopes.Nas operações de crédito pessoal, os juros médios anuais eram de 79,1% em janeiro. No início de fevereiro, segundo Lopes, eles estavam em 78,8%. De acordo com o chefe do Depec, essa é uma modalidade com bastante espaço para redução, já que os juros desse tipo de operação já foram de 67,3% em janeiro de 2001. No financiamento de veículos, a taxa média de janeiro foi a segunda menor já registrada pelo BC: 36,1% ao ano. Mas as operações feitas no início de fevereiro já contabilizaram uma taxa média de 35,2% ao ano. Pessoa JurídicaPara as empresas, o patamar de juros em janeiro ficou estável. Em dezembro, a taxa geral de juros (média) dos financiamentos às empresas estava em 30,2%, caindo para 30,1% em janeiro. "Até o dia 9 de fevereiro, essa taxa havia voltado para os 30,2% de dezembro", informou Lopes.Volume de créditoQuanto ao volume de crédito concedido pelo sistema financeiro, a retração na demanda das empresas por financiamento, habitual no início do ano, fez com que o saldo global das operações caísse 0,3% em janeiro, recuando para R$ 408,747 bilhões. Mas, segundo Lopes, já havia sinais de reversão no início de fevereiro, quando se verificou um aumento de 5% na média diária de novas concessões de crédito. Já as pessoas físicas aumentaram em janeiro o uso de algumas modalidades de financiamento, como o cheque especial, crédito pessoal e cartão de crédito. O volume de dinheiro tomado no cheque especial, por exemplo, aumentou 4,9% entre dezembro e janeiro. No mesmo período, o crédito pessoal registrou um aumento de 1,2% e o cartão de crédito, 1,1%.

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